Desconvocada greve na manutenção da CP que condicionava Metro do Porto
Acordo alcançado possibilitou a desconvocação, com efeitos imediatos, das greves decretadas que duravam desde janeiro.
A greve na manutenção convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários que estava a condicionar a operação do Metro do Porto foi desconvocada, segundo uma nota da administração da CP a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.
"O Conselho de Administração informa que chegou a acordo com o STEMEFE - Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STMEFE). Este entendimento reflete a convergência das posições da CP e do sindicato no que respeita à aplicação e evolução dos horários de trabalho das oficinas afetas à manutenção do Metro do Porto", pode ler-se numa mensagem a que a Lusa teve acesso.
De acordo com o texto, "o acordo alcançado possibilitou a desconvocação, com efeitos imediatos, das greves decretadas", que duravam desde janeiro.
"A CP reconhece e sublinha a recetividade do STMEFE para fazer parte da solução e reafirma o seu compromisso em continuar a trabalhar com todos os envolvidos para assegurar um ambiente de trabalho justo e motivador", refere ainda a mensagem da administração da empresa liderada por Pedro Moreira.
Segundo a mensagem, "as partes reconhecem ser essencial para a sustentabilidade da CP o reforço e consolidação do clima de paz laboral emergente do processo de diálogo e concertação social".
Na terça-feira, a Metro do Porto tinha anunciado a redução de veículos e frequências em várias linhas devido à greve nos serviços da CP que asseguram a manutenção dos comboios.
"Devido à greve nos serviços de manutenção da CP, que está a causar grandes condicionamentos na nossa operação, os horários do Metro do Porto serão atualizados a partir de amanhã [quarta-feira], dia 11 de fevereiro. O objetivo é garantir um ajuste provisório que, tanto quanto possível, vá ao encontro das possibilidades existentes a nível de oferta", segundo um comunicado enviado às redações.
Em 16 de janeiro, a Metro do Porto anunciou que a circulação do Metro no Porto estava a ser afetada por uma greve no fornecedor de manutenção de material circulante, que obrigou à supressão de viagens e a circularem veículos com menor capacidade.
Na ocasião, em comunicado, a Metro do Porto estimou que a partir do final de janeiro houvesse "uma normalização progressiva da disponibilidade de material circulante”.
Porém, em 02 de fevereiro a transportadora anunciou que a greve se prolongaria “durante algumas semanas"
“Devido a uma greve, à qual a Metro do Porto é alheia, que está a afetar as operações de manutenção das frotas a cargo da CP - Comboios de Portugal, o serviço do Metro tem sido condicionado, com algumas viagens programadas em várias das nossas linhas a serem suprimidas ou a acontecerem com menor capacidade (em veículos simples, em vez de duplos)”, informou no início do mês.
Não especificando percentagem da sua frota está a ser afetada, garantiu que estavam "a ser desenvolvidos todos os esforços para mitigar os impactos desta situação" e que a procurar “garantir, sempre que possível, a prioridade aos períodos e eixos de maior procura”.
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