"Não foram distribuídas": Secretário de Estado da Saúde sobre compra de máscaras com certificado falso
Em causa está a encomenda feita à Quilaban, a empresa do ex-presidente da Associação Nacional de Farmácias João Cordeiro.
Três milhões de máscaras do tipo FFP2 com um certificado "inválido ou falso" foram vendidas à Direção-Geral da Saúde (DGS) pela Quilaban, a empresa do ex-presidente da Associação Nacional de Farmácias João Cordeiro, avança o Público este domingo.
Este domingo em declarações aos jornalistas aquando da conferência de imprensa relativa aos números do coronavírus em Portugal, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou que o material de proteção sem certificado válido ou falso não será distribuído.
António Sales afirmou que as "máscaras não foram distribuídas e o pagamento não será efetuado até haver uma explicação cabal sobre o que aconteceu".
"Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, enquanto central de compras, já solicitou esclarecimentos ao fornecedor sobre esta matéria [máscaras]", afirmou o Secretário da Saúde
Ao jornal, o diretor-geral da empresa, Sérgio Luciano, admitiu problemas no certificado mas alegou a "aparente qualidade" das máscaras. O Ministério da Saúde esclareceu que as máscaras em causa "não foram distribuídas e até ao esclarecimento cabal não será efetuado qualquer pagamento".
Como tinha revelado a SÁBADO, depois de uma polémica com as adjudicações de milhões de euros em material de proteção individual sem contratos publicados, o Governo disponibilizou os documentos de suporte em falta - entre os quais a encomenda de €9.030.000 à Quilaban, referentes a um milhão de máscaras cirúrgicas tipo II (a 54 cêntimos cada) e a três milhões de máscaras respiradores FFP2 (a €2,83 cada). Estas últimas foram feitas na China.
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