Dia Mundial do Coração: Fibrilhação auricular é a arritmia mais comum

Primeiros episódios têm uma duração inferior a 24 horas.

28 de setembro de 2019 às 09:36
Fibrilhação auricular é a arritmia mais comum Foto: iSTOCKPHOTO
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A principal causa de morte em Portugal está relacionada com doenças do coração. O nome pode soar estranho, mas a fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca mais comum e estima-se que no nosso país o número possa variar entre os 200 mil e 250 mil casos.

Com riscos preocupantes para a saúde, a fibrilhação auricular torna a ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) cinco a oito vezes mais provável e aumenta também a probabilidade de insuficiência cardíaca, demência e duplica o risco de morte. Os primeiros episódios têm normalmente uma duração inferior a 24 horas, com palpitações rápidas e irregulares, um mal estar que não se consegue explicar ou um quadro de insuficiência cardíaca.

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Segundo o cardiologista Mário Martins Oliveira, do Hospital CUF Porto, estes episódios podem tornar-se permanentes caso não seja feita uma intervenção terapêutica. O médico explica ainda que as principais causas que estão na origem desta arritmia são a hipertensão arterial, doenças das válvulas cardíacas e a presença de qualquer anomalia estrutural cardíaca.

No entanto, a intensidade do treino desportivo também pode contribuir para o aparecimento da fibrilhação auricular. "Sabe-se hoje que há também uma relação com a intensidade do treino físico continuado, ou seja, quanto maior a carga de treino maior a incidência de fibrilhação auricular", explica o médico Mário Martins Oliveira.

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Mário M. Oliveira -

- Como é que é feito o diagnóstico de fibrilhação auricular?

- Há tratamento para a fibrilhação auricular?

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