Diretor de comunicação do FC do Porto defende em tribunal interesse público na divulgação dos emails do Benfica

Francisco J. Marques respondeu que fez um trabalho jornalístico, apesar de já não ter carteira jornalística para exercer a profissão.

14 de dezembro de 2022 às 13:00
Francisco J. Marques Foto: Ricardo Jr
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O diretor de comunicação do FC do Porto, Francisco J. Marques, defendeu esta quarta-feira, no tribunal Central Criminal de Lisboa, o interesse público na divulgação dos emails do Benfica, comparando aquilo que fez, num programa do Porto Canal, aos casos ‘Wikileaks’ e ‘Panama Papers’.

"Fez uma investigação adicional para verificar a veracidade?", perguntou o juiz Nuno Costa. "No jornalismo há uma regra básica que é o contraditório", continuou o magistrado.

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O diretor de comunicado do FC Porto, que se senta no banco dos réus, acusado no processo da divulgação dos emails do Benfica, respondeu que fez um trabalho jornalístico, apesar de já não ter carteira jornalística para exercer a profissão devido ao trabalho de diretor de comunicação dos dragões.

Sobre o contraditório, insistiu que na maioria dos casos não havia necessidade de confrontar os visados.

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"Se folhearmos um qualquer jornal de hoje 90 e tal por cento das notícias não têm contraditório. Por exemplo, num email do Adão Mendes em que ele diz que é preciso dar umas ofertas a um árbitro. Qual é o contraditório?".

Perante isto, o juiz Nuno Costa não resistiu em fazer o seguinte comentário: "Senhor Francisco J Marques, ainda bem que não é legislador. (…) Deve-se estar a referir às notícias do mau tempo… claro que não se vai contactar o IPMA."

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