Diretor expulso recusa deixar escola na Amadora

José Biscaia foi suspenso, destituído do cargo e obrigado a devolver dinheiro ao Estado.

11 de abril de 2017 às 08:47
Polémicas com o diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves são antigas Foto: Vítor Mota
sala de aula Foto: David Cabral Santos
sala de aulas Foto: Rui Miguel Pedrosa

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O Ministério da Educação suspendeu por 150 dias e fez cessar a comissão de serviço de José Biscaia, diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, na Damaia (Amadora), mas este recusa cumprir as sanções e continua a exercer o cargo.

As penas foram aplicadas na sequência de um processo disciplinar da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, no âmbito do qual o diretor foi também obrigado a devolver dinheiro aos cofres do Estado. Diversas queixas de docentes, por irregularidades graves na gestão, terão estado na origem das sanções. O ministério recusou revelar ao CM os motivos concretos.

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No dia 9 de dezembro de 2016, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares notificou o agrupamento, informando que as sanções deveriam produzir efeito no dia seguinte. O diretor não cumpriu, tendo a DGEstE instaurado, no dia 1 de março, novo processo disciplinar.

Biscaia já tinha interposto uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra a pedir a suspensão das sanções, mas o ministério deduziu uma resolução fundamentada, pelo que a aplicação das sanções não foi suspensa e deveria ser cumprida no prazo estipulado.

O tribunal ainda não tomou uma decisão sobre a providência cautelar.

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Ministério da Educação aguarda decisão judicial

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Ao CM, o gabinete de comunicação do ministério limitou-se a afirmar que 'o docente foi arguido e punido num processo disciplinar, aguardando-se decisão judicial em sede de procedimento cautelar'. O CM tentou, sem sucesso, contactar José Biscaia por telefone e por e-mail. 

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