Diretores rejeitam responsabilidades nas falhas relacionadas com a correção dos exames

Notas da 1.ª fase devem ser conhecidas a 14 de julho e, uma semana depois, a 20 de julho, começam as candidaturas para os alunos que pretendam prosseguir os estudos no ensino superior.

29 de junho de 2026 às 14:31
Diretores rejeitam responsabilidades nas falhas relacionadas com a correção dos exames Foto: Bertrand GUAY/Getty Images
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A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep) rejeitou quaisquer responsabilidades nas falhas registadas no processo de correção dos exames nacionais e lamentou a aparente transferência de responsabilidades por parte do Ministério da Educação.

Em comunicado, a Andaep começa por escrever que "o momento exige comunicação pública rigorosa, capaz de preservar a confiança dos professores classificadores, dos alunos e das suas famílias", deixando críticas à nota publicada pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no sábado.

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No esclarecimento em causa, o EduQA e o Júri Nacional de Exames (JNE) apontam a responsabilidade das escolas na indicação dos docentes de cada disciplina e sublinham que "a qualidade da informação prestada pelas escolas é determinante para a correta elaboração das convocatórias".

Da parte das direções escolares, a Andaep assegura que "as escolas cumpriram, dentro dos prazos estabelecidos, todos os procedimentos que lhes foram solicitados pelo JNE" e afirma que as situações registadas são de origem "tecnológica e organizacional da entidade responsável pela operacionalização do modelo".

Perante o esclarecimento do EduQA e do JNE, os diretores consideram inaceitável que a tutela "procure transferir para as escolas responsabilidades que manifestamente não lhes pertencem".

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"Mais do que procurar responsabilidades nas escolas, importa reforçar os mecanismos de apoio, comunicação e acompanhamento deste processo, evitando declarações suscetíveis de gerar desnecessária intranquilidade junto das comunidades educativas", defendem.

Sindicatos e movimentos cívicos de professores relataram esta segunda-feira dezenas de falhas relacionadas com o processo de correção dos exames nacionais, num cenário que descrevem de "caos", e exigem esclarecimentos por parte da tutela e o apuramento de responsabilidades.

Num site intitulado "Exames 2026: O caos documentado", o movimento cívico MetaPROF registava, pelas 13:00, 59 casos reportados por professores, desde convocatórias dirigidas a professores de outras disciplinas, docentes que já estavam reformados ou, em alguns casos, já tinham falecido, aos na disponibilização das credenciais necessárias para aceder às provas.

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Na sequência dos problemas identificados, o movimento Missão Escola Pública disponibilizou esta segunda-feira aos professores classificadores de exames nacionais uma proposta de minuta de escusa de responsabilidade, alegando que não estão reunidas as condições para uma classificação rigorosa das provas.

Na nota publicada no sábado, o JNE explicou que o processo de preparação dos exames nacionais para a classificação digital está "em fase de recuperação, após algumas dificuldades técnicas".

Este ano, os exames nacionais mantiveram o formato em papel, mas, pela primeira vez, as provas serão corrigidas em formato digital, trabalho que deverá estar concluído até 10 de julho. A 1.ª fase dos exames nacionais decorreu entre 16 e 26 de junho, começando depois a 2.ª fase, entre 16 e 22 de julho.

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As notas da 1.ª fase devem ser conhecidas a 14 de julho e, uma semana depois, a 20 de julho, começam as candidaturas para os alunos que pretendam prosseguir os estudos no ensino superior.

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