Doença de pele afeta 250 mil portugueses
Psoríase é uma doença que causa estigma ao paciente.
Estima-se que cerca de 250 mil portugueses sofram de psoríase, uma doença crónica de pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade, caracterizada pelo aparecimento de lesões espessas e descamativas.
As lesões surgem especialmente nos cotovelos, joelhos, região lombar e no couro cabeludo. Nos casos mais graves, as lesões podem cobrir extensas áreas do corpo.
Apesar do elevado número de pessoas em Portugal com a doença, que causa estigma social devido à aparência das lesões, os dermatologistas alertam que a maioria dos doentes não é tratada devidamente, devido à falta de acesso aos cuidados de saúde, em particular os mais idosos.
"É frequente depararmo-nos com o agravamento das lesões na terceira idade, uma vez que este grupo etário enfrenta uma diminuição natural das defesas do organismo", refere ao CM o dermatologista Paulo Ferreira, do Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, unidade que dispõe de uma consulta especializada nesta patologia.
Nos casos em que a doença é mais grave, os médicos prescrevem medicamentos biológicos, de dispensa hospitalar, que conseguem reverter o agravamento das lesões. Porém, o custo dos tratamentos para as unidades hospitalares é elevado: varia entre 9 mil a 12 mil euros. As despesas são suportadas exclusivamente pelo Serviço Nacional de Saúde.
"Há situações em que os doentes conseguem tratar as lesões com pomadas e cremes. Mas noutros casos, esse tratamento não é eficaz e o doente pode sofrer um agravamento da psoríase, que pode causar uma artrite psoriática. Nessa situação, o paciente poderá ter de receber um medicamento biológico. Este só é prescrito quando não existe outro tipo de resposta terapêutica, devido ao seu elevado custo", referiu o especialista.
Durante o inverno, com o frio, intensifica-se a secura da pele, o que agrava o prurido e as lesões. As viroses sazonais, como a gripe, constituem também um fator de intensificação da doença.
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