Dois terços do País estão em seca

Julho foi muito quente e muito seco e deixou 67% do território em situação de seca. Calor vai continuar.

05 de agosto de 2025 às 01:30
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Julho foi um mês muito quente e muito seco. Como consequência, a área do território continental em seca disparou e passou de 8,8% em seca fraca, no final de junho, para 62% em seca fraca e 5% em seca moderada. A falta de chuva e as temperaturas elevadas registadas durante o primeiro mês do verão colocaram dois terços do país em situação de seca, o que deverá piorar durante este mês.

De acordo com o resumo do Boletim Mensal de julho, divulgado na segunda-feira pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, julho foi o 9º mais quente desde 1931 (média de 23.6ºC, 1ºc superior ao valor normal 1991-2020) e o 7º em 94 anos com a média da temperatura máxima do ar mais elevada: 30.9ºC, mais 1.4ºC acima do valor médio. Segundo o IPMA, foi o 7º julho mais seco desde o ano 2000, com um terço da precipitação habitual para o mês. A temperatura mais elevada registou-se no dia 1 de julho, em Alvalade do Sado (Santiago do Cacém), com 42.6ºC. 

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Já o nível de armazenamento das albufeiras ainda não reflete a escassez de chuva nas últimas semanas, depois de um inverno chuvoso: a 28 de julho, segundo o boletim semanal da Agência Portuguesa do Ambiente, 70 albufeiras tinham disponibilidade hídrica igual ou superior a 60% do total de armazenamento, e outras 7 entre 51% e 60%. Abaixo dos 50% estavam quatro albufeiras: Póvoa (49%), Fronhas (45%), Campilhas (47%) e Monte da Rocha (29%). Duas das 15 bacias hidrogáficas apresentavam níveis inferiores à média de julho: Barlavento e Mira.

SAIBA MAIS

Calor vai continuar

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Nos próximos dias mantêm-se as temperaturas altas. Para o fim de semana estão previstos 41ºC em Évora e Santarém, 40ºC em Beja e Castelo Branco, 39ºC em Bragança e 38ºC em Braga, Portalegre e Vila Real. Lisboa deverá atingir máxima de 37ºC.

310 óbitos em excesso

Nos últimos 7 dias, segundo o portal Vigilância da Mortalidade, registaram-se 310 óbitos em excesso em Portugal. Entre 27 de julho e 1 de agosto, dias em que houve excesso de mortalidade, registaram-se um total de 1981 óbitos.

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