Doze desalojados por casas danificadas e em risco de ruir em Arruda dos Vinhos

Neste concelho do distrito de Lisboa, entre outras vias secundárias, a Estrada Nacional 115 está cortada entre Sobral de Monte Agraço e Bucelas devido ao abatimento parcial "muito acentuado" do piso.

05 de fevereiro de 2026 às 10:58
Bombeiros Foto: Nuno Alfarrobinha
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Mais de meia dúzia de habitações ficaram com danos avultados e correm risco de ruir no concelho de Arruda dos Vinhos, tendo os moradores ficado desalojados, disse Esta quinta-feira o presidente da câmara.

Carlos Alves disse à agência Lusa que na Estrada do Lapão, entre Arruda dos Vinhos e Alenquer, "mais de meia dúzia de casas ficaram com muitos danos e vão ruir e numa oficina vários carros ficaram soterrados" devido a um aluimento de terras.

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"Perto das casas ouvíamos estalos e as fendas estão a aumentar", precisou o autarca.

Cerca de 12 moradores foram retirados por precaução na quarta-feira e ficaram desalojados e foram realojados em casas municipais ou de familiares.

A Estrada do Lapão está "completamente intransitável", devido a um aluimento de terras, provocado pela precipitação persistente dos últimos dias.

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Neste concelho do distrito de Lisboa, entre outras vias secundárias, a Estrada Nacional 115 está cortada entre Sobral de Monte Agraço e Bucelas devido ao abatimento parcial "muito acentuado" do piso.

"A situação que tínhamos agravou e abateu uma parte da via, mas decidimos cortar nos dois sentidos por questões de segurança", explicou o autarca.

O presidente da câmara alertou a população para a possibilidade de falta de água em parte do concelho.

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Ainda assim, as escolas mantêm-se abertas.

Depois da passagem da depressão Kristin, na semana passada, Portugal continental está agora a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte, vento e forte agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos laranja (o segundo mais grave) pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

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A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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