Edifício da Segurança Social de Leiria reabre nos primeiros meses de 2027 após passagem da depressão Kristin
Este edifício, situado no Largo da República, é o único atualmente fechado.
O edifício-sede do Centro Distrital da Segurança Social de Leiria, que sofreu danos devido à depressão Kristin, vai reabrir nos primeiros meses de 2027, divulgou à agência Lusa o Instituto.
Segundo o Instituto da Segurança Social, este edifício, situado no Largo da República, é o único atualmente fechado.
"O edifício permanece encerrado porque os danos causados pela tempestade Kristin exigiram a realização de duas empreitadas de reabilitação, uma exterior e outra interior", adiantou.
O Instituto explicou que "a primeira fase, correspondente à reabilitação exterior do edifício, ficou concluída no dia 17 de junho, com a reposição da cobertura", enquanto "a segunda fase da empreitada, relativa à reabilitação interior, terá início brevemente".
A reabilitação exterior foi um investimento de 150 mil euros, acrescidos de IVA, enquanto a reabilitação interior representa um investimento de 455.108 euros mais IVA.
"O prazo de execução da segunda fase é de seis meses, prevendo-se a reabertura do edifício nos primeiros meses de 2027", referiu o Instituto da Segurança Social.
Devido ao encerramento, os postos de atendimento do edifício-sede da Segurança Social foram transferidos para a Loja do Cidadão de Leiria, no Largo das Forças Armadas, onde se mantém o reforço até à conclusão das obras.
Ainda no âmbito dos danos da depressão Kristin, que em 28 de janeiro atingiu sobretudo a região Centro, "ficou concluída, em 23 de junho, a intervenção no Centro de Acolhimento Temporário de Leiria", para crianças e jovens, acrescentou.
Em 29 de janeiro, a Segurança Social fez saber que alguns serviços de atendimento, principalmente nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, ficaram temporariamente encerrados, por falhas na eletricidade e nas comunicações.
"Na sequência dos impactos provocados pela tempestade Kristin, que atingiu várias regiões do país com fortes rajadas de vento e falhas significativas no fornecimento de energia e comunicações", alguns serviços de atendimento ficaram temporariamente encerrados, de acordo com informação disponibilizada na ocasião no portal da Segurança Social.
A interrupção dos serviços resultou diretamente da impossibilidade de garantir condições de funcionamento e segurança para os cidadãos e trabalhadores, devido à ausência de eletricidade e à indisponibilidade das comunicações, esclareceu à data o Instituto.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
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