Elétrico inviabiliza Circuito da Boavista

Recolocação de trilhos para o elétrico nas rotundas do Castelo do Queijo e da Anémona inviabiliza as corridas.

17 de dezembro de 2014 às 15:25
Circuito da Boavista, Movimento Foto: Estela Silva/Lusa
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O Movimento Salvar o Circuito da Boavista considerou esta quarta-feira que o anúncio do regresso do elétrico histórico à marginal marítima do Porto demonstra "que claramente existiam outras razões para não realizar o circuito" em 2015.

"E havia aqui uma mensagem que não foi passada, já havia uma intenção de não realizar o Circuito da Boavista" com provas WTCC (Campeonato Mundial de Carros de Turismo), afirmou à Lusa Hugo Reis, do Movimento Salvar o Circuito da Boavista.

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Hugo Reis explicou que a recolocação de trilhos para o elétrico nas rotundas do Castelo do Queijo e da Anémona inviabiliza as corridas.

A Câmara do Porto apresentou o Plano de Estrutura para a Frente Marítima do Porto, que prevê o regresso do elétrico à marginal, desde o Passeio Alegre até Matosinhos, num canal a instalar do lado do mar, subtraindo uma faixa aos automóveis.

De acordo com a planta da proposta de requalificação do espaço público envolvente deste plano estratégico, disponível na página da Internet da Águas do Porto, chegando ao Castelo do Queijo, os trilhos circundam a rotunda à semelhança do que acontecia até o anterior executivo da autarquia, liderado por Rui Rio, decidir retirá-los.

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Segundo Hugo Reis, a colocação dos trilhos dita "o fim do circuito".

O Movimento, que foi criado em finais de outubro por um grupo de cidadãos que defende o regresso das provas de automobilismo à cidade, considera que "o circuito é um património, é muito mais do que as provas WTCC".

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