Elina Fraga dispensa voto de ex-ministra
A atual bastonária acusou Paula Teixeira da Cruz de ter promovido políticas contra os advogados.
Elina Fraga, que se recandidata ao cargo de bastonária da Ordem dos Advogados (OA), disse ontem com todas as letras que dispensava os votos da antiga ministra da Justiça e advogada Paula Teixeira da Cruz, assim como os votos dos advogados João Correia e João Miguel Barros. Estas palavras foram proferidas pela candidata num debate com Guilherme Figueiredo, também candidato, na CMTV
Elina Fraga comentava o facto de o seu opositor ter dito que queria os votos de todos os advogados. "Eu não quero", disse a atual bastonária, referindo os três nomes e sublinhando que não quer os votos de "um conjunto de pessoas que promoveram políticas" contra os advogados portugueses e que "puseram em causa o acesso à Justiça". E concluiu: "Agradeço que votem no doutor Guilherme Figueiredo, porque caso contrário seria atentar contra a minha dignidade e contra os combates que travei."
O debate ficou marcado por ataques mútuos, e Guilherme Figueiredo acusou a atual bastonária de só ter começado "a trabalhar" para os advogados em junho.
De acordo com o candidato, Elina Fraga não cumpriu o que prometeu quando ganhou as eleições em 2013 e fez uma gestão para os seus amigos. Ao ataque, a atual bastonária disse que não fazia "fretes" e que nunca os fez.
O debate terminou com Guilherme Figueiredo a dizer que defendia uma Ordem mais inclusiva e com Elina Fraga a argumentar que votar na sua pessoa seria votar numa Ordem mais moderna.
A segunda volta das eleições para o cargo de bastonário da Ordem dos Advogados está marcada para dia 6 de dezembro, terça-feira. A disputa é entre Elina Fraga e Guilherme Figueiredo, os dois candidatos mais votados na primeira volta: a atual bastonária teve 8706 votos e Guilherme Figueiredo obteve 7838 votos.
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