Elina Fraga dispensa voto de ex-ministra

A atual bastonária acusou Paula Teixeira da Cruz de ter promovido políticas contra os advogados.

03 de dezembro de 2016 às 09:34
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Elina Fraga, que se recandidata ao cargo de bastonária da Ordem dos Advogados (OA), disse ontem com todas as letras que dispensava os votos da antiga ministra da Justiça e advogada Paula Teixeira da Cruz, assim como os votos dos advogados João Correia e João Miguel Barros. Estas palavras foram proferidas pela candidata num debate com Guilherme Figueiredo, também candidato, na CMTV

Elina Fraga comentava o facto de o seu opositor ter dito que queria os votos de todos os advogados. "Eu não quero", disse a atual bastonária, referindo os três nomes e sublinhando que não quer os votos de "um conjunto de pessoas que promoveram políticas" contra os advogados portugueses e que "puseram em causa o acesso à Justiça". E concluiu: "Agradeço que votem no doutor Guilherme Figueiredo, porque caso contrário seria atentar contra a minha dignidade e contra os combates que travei."

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O debate ficou marcado por ataques mútuos, e Guilherme Figueiredo acusou a atual bastonária de só ter começado "a trabalhar" para os advogados em junho.

De acordo com o candidato, Elina Fraga não cumpriu o que prometeu quando ganhou as eleições em 2013 e fez uma gestão para os seus amigos. Ao ataque, a atual bastonária disse que não fazia "fretes" e que nunca os fez.

O debate terminou com Guilherme Figueiredo a dizer que defendia uma Ordem mais inclusiva e com Elina Fraga a argumentar que votar na sua pessoa seria votar numa Ordem mais moderna.

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A segunda volta das eleições para o cargo de bastonário da Ordem dos Advogados está marcada para dia 6 de dezembro, terça-feira. A disputa é entre Elina Fraga e Guilherme Figueiredo, os dois candidatos mais votados na primeira volta: a atual bastonária teve 8706 votos e Guilherme Figueiredo obteve 7838 votos.

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