Empreiteiro de Luís Neves diz ao Correio da Manhã que “quem não deve não teme”

Empresário sublinha passado recente de Luís Neves “no combate ao crime”.

15 de julho de 2026 às 01:30
João dos Santos Carvalho, dono da Construbarcelos Foto: Direitos Reservados
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João dos Santos Carvalho recusa prestar declarações gravadas. Ao CM, por telefone, resume a sua posição quanto às polémicas obras na propriedade de Luís Neves a um ditado popular: “Quem não deve não teme.”

Numa breve conversa telefónica, o dono de um grupo de empresas (inclui a construtora Construbarcelos e a sociedade de mediação imobiliária Medicuca), com sede em Perelhal, Barcelos, diz que tudo o que fez foi de forma legítima e nega que haja processos judiciais a envolvê-lo ou às empresas: “Eu sou uma pessoa séria. Pessoa de resolver problemas, não de arranjar problemas.”

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Por esse motivo, diz que o que tinha a esclarecer, já o fez, na semana passada, ao semanário ‘Nascer do Sol’, que avançou a notícia. Nessa resposta, indicou que conhecera pessoalmente Luís Neves em finais de 2023, na fase de conclusão da empreitada que a sua Construbarcelos executou para a Polícia Judiciária, na Guarda.

Dizia acreditar que o então diretor da PJ e agora ministro da Administração Interna o contratou pelo facto de a empresa estar credenciada pelo Gabinete Nacional de Segurança - o que Luís Neves confirmou na mesma altura.

João Carvalho sublinhava então o passado profissional recente de Luís Neves “no combate ao crime e na deteção de centenas de criminosos”.

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A empresa do empreiteiro de Barcelos fez obras para a PJ, em Évora e na Guarda, nos últimos anos. Faturou perto de dois milhões de euros ao Estado. Fez depois obras de remodelação numa propriedade de Luís Neves, em Odemira, no Alentejo.

Amigo de Luís Neves teve 12 empresas fechadas

João dos Santos Carvalho fechou 12 das 14 empresas em que participou como fundador. Segundo o ‘Página Um’, pelo menos seis foram declaradas insolventes pelos tribunais e outras seis acabaram dissolvidas, liquidadas administrativamente ou encerradas. Em alguns dos casos, ficaram por saldar dívidas à Segurança Social e à Autoridade Tributária. Em causa estão empresas que operavam em setores tão diversos como o transporte de mercadorias, o comércio de materiais de construção, a restauração e a pastelaria. As únicas duas empresas sobreviventes são a Medicuca - Sociedade de Mediação Imobiliária (constituída em 2004) e a Construbarcelos (constituída em 2015), ambas sediadas em Barcelos.

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