Empresa tenta vender remédios ilegais a doentes com Esclerose Múltipla
Sociedade dizia disponibilizar medicamentos ainda em fase de aprovação.
Uma empresa holandesa tentou vender, em Portugal, através da internet, medicamentos ainda em fase de aprovação a doentes com Esclerose Múltipla (EM). Esta é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade, e que no nosso país afeta cerca de 8 mil pessoas, a maioria mulheres.
Ao que o CM apurou, a empresa entrou em contacto com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), que estranhou o facto de a oferta incidir sobre três medicamentos (alemtuzumab, cladribina e ocrelizumab) que estão a ser avaliados pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed): o primeiro está há dois anos à espera de autorização para ser comercializado em Portugal, embora já tenha sido aprovado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).
Susana Protásio, dirigente da SPEM, explicou ao CM que a sociedade contactou o Infarmed, que alertou para a ilegalidade da oferta. A SPEM informou também a autoridade holandesa do medicamento. De acordo com Susana Protásio, o acesso dos doentes a novos remédios demora muito. "O Infarmed chega a demorar mais de 15 meses a avaliar um medicamento", diz, sublinhando que, muitas vezes, solicita estudos que a EMA já pediu e aprovou. O Dia Mundial da Esclerose Múltipla assinala- -se a 30 de maio.
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