Correio da Manhã

Escassez de gás ameaça cerveja na Europa
Foto Getty Images
Cerveja
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23:06
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Indústria cervejeira europeia está a enfrentar dificuldades na produção, em particular no Norte do continente.

A escassez de dióxido de carbono para uso industrial  que se verifica neste momento na Europa -  devido ao encerramento em simultâneo de várias fábricas de amoníaco - põe em risco diversos produtos, segundo pode ler-se no Jornal de Negócios.

O CO2 é libertado durante a produção de amoníaco, sendo depois vendido à indústria para diversos fins, desde a produção de cerveja e refrigerantes gaseificados, a embalagem de produtos frescos – como carne ou saladas – e até mesmo nos matadouros, sendo este gás usado para atordoar os porcos. 

Várias empresas de produção de cerveja têm reduzido a produção e há no ar uma ameaça de que a cerveja possa faltar aos consumidores, sobretudo no norte da Europa.

Contactadas pelo  Jornal de Negócios, as duas cervejeiras portuguesas e a Refrige, que produz refrigerantes como a Coca-Cola, indicaram não estar a sentir qualquer efeito, nem anteciparem problemas na produção.

A Sociedade Central de Cervejas (SCC), que produz a Sagres, indicou que não só não existe "qualquer problema de escassez" de CO2 como a empresa tem "capacidade excedentária". Fonte oficial da empresa referiu ainda que existe disponibilidade de abastecer outras unidades do grupo – a SCC é detida na totalidade pela Heineken – e que isso poderia ser feito. No entanto, "a nossa localização periférica leva a considerar outras opções mais próximas onde existe também excedente", acrescenta.

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Já o Super Bock Group disse que "a capacidade instalada que temos para recuperação e armazenamento de CO2, produzido naturalmente durante o processo de fermentação, faz com que sejamos absolutamente auto-suficientes face àquelas que são as nossas necessidades de produção". Adicionalmente, o grupo não tem qualquer indicação de constrangimentos no fornecimento de dióxido de carbono na Carlsberg, accionista de referência da cervejeira nacional.

Também a Coca-Cola European Partners referiu que "esta situação não teve nenhum impacto na produção da fábrica da Coca-Cola European Partners em Portugal, em Palmela, nem se prevê que venha a ter".

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