Escolas perdem funcionários
Nuno Crato exige cumprimento de rácios legais fixados em 2008 pelo governo Sócrates.
Centenas de assistentes técnicos (AT) que trabalham nas secretarias das escolas podem ser transferidos ou ir parar à requalificação e acabar no desemprego.
O Ministério da Educação e Ciência pediu aos diretores para indicarem até sexta-feira o número de funcionários e exige o cumprimento dos rácios legais que estipulam o número permitido. "Fazer isto em agosto é falta de humanismo e uma semana é um prazo muito curto", critica Adalmiro Fonseca, da Associação de Diretores.
O dirigente diz que os assistentes operacionais (antigos auxiliares) não serão afetados porque não há excesso. Já os assistentes técnicos dos mega-agrupamentos correm risco, porque em muitos casos passou a haver apenas uma secretaria. Além disso, a portaria de 2008 que fixa os rácios, assinada pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, determina que o cálculo "tem por base o número de alunos da escola sede do agrupamento". Hoje há agrupamentos com 4 mil alunos. A Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública exige a adequação da lei à realidade.
"O Ministério da Educação e Ciência calendarizou negociações sobre pessoal não docente, marcou uma reunião para 8 de abril para rever a portaria dos rácios. A reunião nunca se realizou e ainda tiveram a pouca vergonha de dizer que não havia qualquer processo negocial", diz Paulo Trindade.
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