Escuteiros católicos abrem porta à diversidade sexual

Corpo Nacional de Escutas diz que cada pessoa deve ser acolhida, independentemente da sua orientação sexual.

02 de janeiro de 2024 às 01:30
Escuteiros Foto: Sérgio Lemos
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O Corpo Nacional de Escutas (CNE), a maior organização de juventude em Portugal, e que está ligada à Igreja Católica, abre portas a todas as orientações sexuais e expressões de género. “Cada pessoa deve ser acolhida e respeitada na sua dignidade, independentemente da sua orientação sexual”, diz o CNE, num guia sobre a afetividade e a sexualidade, entregue às suas unidades regionais e locais.

O posicionamento institucional, que resulta dos trabalhos do projeto ‘Entre Linhas’ – criado pelo CNE em 2020, inclui um glossário com explicações sobre termos como “orientação sexual”, “afetividade”, “sexualidade”, “sexo”, “intersexualidade”, “género” e “incongruência de género”.

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No documento, o CNE “reconhece o contributo da afetividade e sexualidade para um projeto de vida feliz”, sublinhando que não ignora a “existência de situações de dor, sofrimento e exclusão”. O CNE chama a atenção para as situações das pessoas com diferentes orientações sexuais e repudia “todos os comportamentos agressivos e de discriminação injusta, nos relacionamentos interpessoais, afetivos e sexuais”.

O CNE vinca, no entanto, com base na exortação apostólica ‘Amoris laetitia’, do Papa Francisco, que “não se identifica com propostas educativas e ideológicas que promovam uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem ou mulher”. Reafirma que “o sacramento do matrimónio está fundado na relação homem-mulher”, mas reconhece que a “vivência cristã do amor não se esgota neste tipo de união”.

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O CNE é a maior associação escutista e a maior associação de juventude portuguesa. Conta com 68 000 escuteiros em 1000 agrupamentos. Em Portugal, o escutismo deu os primeiros passos no território de Macau, em 1911. Em 1913, foi fundada a Associação dos Escoteiros de Portugal. O CNE nasceu no dia 27 de maio de 1923, em Braga.

O Corpo Nacional de Escutas (CNE), a maior organização de juventude em Portugal, e que está ligada à Igreja Católica, abre portas a todas as orientações sexuais e expressões de género. “Cada pessoa deve ser acolhida e respeitada na sua dignidade, independentemente da sua orientação sexual”, diz o CNE, num guia sobre a afetividade e a sexualidade, entregue às suas unidades regionais e locais.

O posicionamento institucional, que resulta dos trabalhos do projeto ‘Entre Linhas’ – criado pelo CNE em 2020, inclui um glossário com explicações sobre termos como “orientação sexual”, “afetividade”, “sexualidade”, “sexo”, “intersexualidade”, “género” e “incongruência de género”.

No documento, o CNE “reconhece o contributo da afetividade e sexualidade para um projeto de vida feliz”, sublinhando que não ignora a “existência de situações de dor, sofrimento e exclusão”. O CNE chama a atenção para as situações das pessoas com diferentes orientações sexuais e repudia “todos os comportamentos agressivos e de discriminação injusta, nos relacionamentos interpessoais, afetivos e sexuais”.

O CNE vinca, no entanto, com base na exortação apostólica ‘Amoris laetitia’, do Papa Francisco, que “não se identifica com propostas educativas e ideológicas que promovam uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem ou mulher”. Reafirma que “o sacramento do matrimónio está fundado na relação homem-mulher”, mas reconhece que a “vivência cristã do amor não se esgota neste tipo de união”.

O CNE é a maior associação escutista e a maior associação de juventude portuguesa. Conta com 68 000 escuteiros em 1000 agrupamentos. Em Portugal, o escutismo deu os primeiros passos no território de Macau, em 1911. Em 1913, foi fundada a Associação dos Escoteiros de Portugal. O CNE nasceu no dia 27 de maio de 1923, em Braga.

Inglês Baden-Powell foi o fundador dos escuteiros

O inglês Baden-Powell (1857-1941) foi o fundador do escutismo. Em jovem, acampava com os irmãos mais velhos. Distinguiu-se na vida militar (guerra do Transval, na África do Sul). De regresso a Inglaterra, organizou um acampamento com rapazes dos 12 aos 16 anos. Em 1908, escreveu o livro ‘Escutismo para Rapazes’, publicado em fascículos e vendido nas bancas de jornais. Deu origem ao movimento escutista.

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