Espera de mais de cinco horas para doentes urgentes em tempo de maior calor

Calor é uma das possíveis explicações para filas nas Urgências hospitalares. Idosos sofrem de tonturas e confusão mental

29 de julho de 2026 às 01:30
Urgência hospitalar com espera superior a cinco horas Foto: Pedro Catarino
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Num período em que o calor está de volta e os termómetros atingem os 40 ºC em vários pontos do País, as urgências começam a ficar entupidas e os tempos de espera aumentam.

Os dados comunicados à meia-noite de terça-feira pelo Serviço Nacional de Saúde davam conta de um tempo de espera superior a cinco horas para a primeira observação no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para os utentes urgentes com pulseira amarela (a terceira mais grave), quando o tempo recomendado é de uma hora. Tempos acima do recomendado foram também observados em Braga, Almada, Évora, Cascais, Leiria, Loures ou Portimão.

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Tempos de espera nas urgências para doentes com pulseira amarela

Uma população envelhecida e doenças crónicas agravadas com o calor podem ser duas das explicações para a subida do número de utentes. Além disso, o facto de o verão ser o período de férias de muitos profissionais de saúde pode explicar o aumento dos tempos de espera neste período.

Rui Nogueira, médico de família, reconhece que, com o calor, há mais doentes a recorrer às unidades de saúde, existindo uma maior preocupação com os idosos. Considera, contudo, ser necessária uma “melhor resposta pré-hospitalar, no sentido de sensibilizar os idosos e as famílias para os riscos da exposição ao calor”.

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“É necessário chegar a quem mais precisa”, para tentar evitar as situações mais complicadas de recurso aos hospitais por “tonturas, falta de forças ou confusão mental”.

 SAIBA MAIS

Risco de hipertensão ou diabetes

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O médico Rui Nogueira explica ao CM que, com o calor, é necessário adequar a medicação de doentes que sofrem bastante com a subida da temperatura, nomeadamente quem sofre de hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca.

Recurso a ventoinhas

Para fazer face ao calor, Rui Nogueira deixa vários conselhos como a necessidade de beber água com frequência (mesmo sem ter sede), o uso de roupas leves ou o recurso a ventoinhas para refrescar as habitações.

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