"Esta subida a que assistimos é retardada no tempo": Marcelo explica agravamento do surto em Lisboa

"A haver sinais é de uma estabilização da descida", avançou o Presidente da República após reunião no Infarmed.

08 de junho de 2020 às 13:48
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Lusa
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"É positiva a evolução sentida na maioria das áreas do País", avançou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esta segunda-feira, após reunião no Infarmed.

"Não há sinais que as duas primeiras fases de desconfinamento tenham provocado um agravamento dos casos", continuou, dizendo que o aumento do número de casos na Região de Lisboa e Vale de Tejo é uma "subida retardada no tempo".

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"É positiva a evolução sentida na maioria das áreas do País", disse Marcelo, reforçando a ideia de que o desconfinamento aumentou em Portugal e não somente na Região de Lisboa. "As pessoas têm de fazer tudo para minimizar o risco", aconselhou.

"Há uma grande variedade de atividades e, por isso, o consenso é difícil", respondeu Marcelo quando questionado pelo facto de algumas atividades serem permitidas e outras ainda manterem a inatividade.

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O Presidente da República afirmou hoje haver sinais de uma descida lenta do surto de covid-19 a nível nacional e desdramatizou a situação na região de Lisboa, referindo que a perceção é pior do que a realidade.

"A primeira conclusão, provisória embora, que decorreu daquilo que ouvimos, foi a de que não há sinais de que as duas primeiras fases de desconfinamento tenham provocado em termos do país um agravamento da expressão do surto epidémico. Não há, não há esses sinais. A haver sinais é no sentido de uma estabilização da descida, lenta", declarou.

Casos na região de Lisboa ligados à construção civil e trabalho temporário

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O Presidente da República afirmou hoje que o aumento da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo teve "incidência particularmente forte" na construção civil e trabalho temporário e que essa ligação está em investigação.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava no final de mais uma reunião técnica sobre a evolução da covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, argumentou que estes dois setores "nunca pararam, mesmo em período de confinamento, portanto, não se pode dizer que haja aqui inevitavelmente o efeito do desconfinamento".

Chefe de Estado referiu que "o peso" destas duas áreas de atividade nos novos casos de covid-19 surgidos na região de Lisboa e Vale do Tejo é "um ponto que está a ser explorado, no sentido de investigado" pelos especialistas.

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