Estradas destruídas podem atrasar socorro
Várias estradas estão intransitáveis, o que obriga os bombeiros a distâncias mais longas em caso de socorro. Região Oeste é das mais afetadas.
O colapso de várias estradas deixou algumas aldeias isoladas e pode afetar a rapidez de socorro, ao obrigar os bombeiros a percorrerem distâncias maiores. Nos últimos dias, foram várias as vias que ficaram intransitáveis, nomeadamente no distrito de Lisboa, como a EN9, entre Encarnação e Mafra, a EN9-2, entre Enxara do Bispo e a A8, a EN115 entre Bucelas e Arranhó ou a passagem pela serra da Vila, utilizada por milhares de automobilistas no percurso entre Torres Vedras e o Turcifal. Noutras estradas, como na EN8 entre Vila Franca do Rosário e Gradil, e entre Carvalhal e Catefica, ou na EN374, entre Milharado e Sapataria, o colapso de parte ou totalidade das vias é iminente há vários meses, sem que já tenha existido intervenção da parte da Infraestruturas de Portugal. Ontem, junto a Catefica, a estrada tinha uma cratera no eixo da via, com 20 centímetros de profundidade.
Arruda dos Vinhos é um dos concelhos mais afetados, com quase todos os acessos condicionados - apenas o percurso entre Arruda e Alverca estava ontem desimpedido. A juntar ao colapso das estradas, o abastecimento de água também está a ser afetado neste concelho, devido a danos na conduta que abastece o município. Entre sábado e domingo a região Oeste registou 175 ocorrências devido ao mau tempo, das quais 38 em Sobral de Monte Agraço, 31 em Torres Vedras, 25 em Alcobaça e 24 nas Caldas da Rainha.
Mais a sul, no concelho de Alcácer do Sal, as aldeias de Casebres, Vale de Guizo e Arez ficaram ontem sem água potável devido a um abastecimento de água que rebentou.
Ao meio-dia de ontem, 70 mil clientes da E-Redes não tinham energia elétrica, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão ‘Kristin’. No sábado, devido à chuva e vento da depressão ‘Marta’, não tinham energia elétrica 167 mil clientes, segundo Ferrari Careto, presidente da E-Redes. A rajada de vento mais forte foi em Loulé/Cavalos de Caldeirão (129,6 km/h) e Alcochete foi o local com mais precipitação acumulada: 64,7 mm.
Chuva forte é para continuar
A chuva persistente e forte vai continuar esta terça e quarta-feira, levando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a colocar vários distritos sob aviso amarelo ou laranja, por causa da precipitação, neve e agitação marítima. Para quarta-feira, a chuva vai continuar no Litoral Norte e Centro, mas com menos intensidade. Na quinta-feira, regressa a neve e a temperatura vai descer.
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