Estudantes dizem que nenhum aluno pode ter certeza se precisa de ir à 2.ª fase

Associações de estudantes manifestam desconfiança dos resultados das classificações dos exames nacionais.

20 de julho de 2026 às 16:30
Estudantes consultam exames nacionais Foto: António Cotrim/Lusa
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Associações de estudantes do ensino básico e secundário manifestaram esta segunda-feira desconfiança dos resultados das classificações dos exames nacionais e afirmaram que nenhum aluno pode ter certeza se precisa ou não de ir à 2.°fase.

"Nenhum aluno tem todas as condições" para saber se precisa de se inscrever na 2.°fase de exames, disse à Lusa o presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, Daniel da Silva.

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Daniel da Silva, 18 anos, aluno do 12.°ano, disse que "as notas que foram lançadas, muito provavelmente estão erradas", pelo que os alunos "não têm sobre si toda a informação que necessitam para se inscrever na 2ª fase".

O estudante era um de mais de 30 alunos dos distritos de Lisboa e de Setúbal, incluindo estudantes do 12.ºano, 11.ºano e 9.ºano, que pelas 15:30 estavam concentrados em frente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em Lisboa, para manifestar o seu "descontentamento para com este governo e a sua política e para exigir uma escola pública de qualidade".

Os manifestantes afirmaram desconfiar do processo de classificação e de reapreciação devido aos problemas técnicos ocorridos com as classificações.

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A Associação de Estudantes da Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional, em conjunto com o movimento Voz aos Estudantes, a Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária Michel Giacometti e outras associações estudantis, promoveram esta segunda-feira o encontro.

Mais cedo, numa conferência de imprensa no MECI, em Lisboa, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, disse que aos alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais [que começa na terça-feira], será dada a possibilidade de fazer exame numa época especial, a realizar no início de setembro, podendo assim concorrer à 2.º fase do concurso de acesso ao ensino superior.

Em causa pode estar um pedido de reapreciação de prova cujo resultado não chega a tempo.

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As escolas só na sexta-feira à noite começaram a receber os ficheiros com as classificações das mais de 300.000 provas, dos quais 1.400 tinham a indicação de suspensos [sem nota] devido a exames enviados tardiamente pelas escolas, folhas de resposta incompletas ou informações em falta, segundo o Júri Nacional de Exames.

Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.

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