Euromilhões perde para a Raspadinha
Valor passou de 1059 milhões em 2011 para 846 milhões de janeiro a novembro de 2014.
Tem prémios menores do que o Euromilhões, mas a Lotaria Instantânea (Raspadinha) está a ganhar terreno no que diz respeito às preferências dos portugueses. Apesar de continuar a ser o jogo com maior investimento, as receitas da Santa Casa da Misericórdia com o Euromilhões têm diminuído. Já com a Raspadinha, a situação é exatamente a inversa.
Se em 2011 os portugueses gastaram 1059 milhões de euros com o Euromilhões, no ano passado, até novembro, esse valor foi de 846 milhões. Na Raspadinha, o investimento passou de 207 milhões em 2011 para 625 milhões em 2014.
"Este é o cenário que se verifica em todo o Mundo. As lotarias instantâneas nos Estados Unidos representam mais de 60 por cento do mercado. Em França é de 50 por cento. Portugal estava numa situação considerada ‘anormal’ e agora está a adaptar-se a essa tendência", afirmou ao Correio da Manhã Fernando Paes Afonso, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e responsável pela área dos jogos sociais, explicando as razões para a mudança na preferência: "Com a introdução da família ‘pé de meia’, a Raspadinha tornou-se mais atrativa para os apostadores". Com isso, acrescenta Paes Afonso, "há uma transferência de valores de outros jogos da Santa Casa, mas também do jogo ilegal".
À exceção da Raspadinha, nos restantes jogos, a tendência é de desinvestimento por parte dos apostadores. Os valores gastos pelos portugueses diminuíram no Euromilhões, Totoloto, Joker, Lotaria Clássica, Lotaria Popular e Totobola. Mesmo assim, segundo os dados da Santa Casa da Misericórdia, o valor global das apostas tem aumentado
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt