Extratos da polémica custam 4500 euros
Reunião Geral de Alunos aprova pagamento. Extratos podem ajudar a explicar gastos injustificados superiores a 100 mil euros.
Após a auditoria às contas da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa (AAFDL) ter colocado em causa gastos injustificados superiores a 100 mil euros, é agora a vez do Conselho Fiscal entrar em rota de colisão com a direção da AAFDL.
"Todos os valores deviam ter sido analisados, independentemente de valores extraordinários que daí podiam resultar ou de um tempo superior ao previamente acordado", defende o Conselho Fiscal, em parecer. O CM sabe que estão em causa 4500 euros, quantia utilizada no pagamento dos extratos bancários referentes aos últimos cinco anos de atividade. O montante seria exigido pelas instituições bancárias, segundo a direção da AAFDL. Assim, os documentos acabaram por não ser entregues, situação que aos olhos do Conselho Fiscal é "incompreensível".
Em comunicado, a atual direção da AAFDL descarta qualquer responsabilidade, sublinhando que as "despesas não justificadas foram gastos nos mandatos anteriores". Avança igualmente que o relatório da auditoria financeira ainda não está fechado, "decorrendo neste momento a fase de contraditório". Foi com esse objetivo que foi convocada a Reunião Geral de Alunos da última terça-feira. Na presença de antigos presidentes e tesoureiros, mais de 200 alunos aprovaram o pagamento de 500 euros por cada extrato anual, referentes aos últimos cinco anos. Após ser concluída a auditoria, a atual direção da AAFDL promete retirar "as devidas consequências […] incluindo eventuais aspetos civis ou penais".
SAIBA MAIS Uber e Netflix
13 mil
Carro gama alta
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt