Falta de medicamentos deve-se a abastecimento desadequado

Inspectores do Infarmed rejeitam ruptura de stock ou actos ilícitos na origem de falhas pontuais de fármacos para Parkinson

19 de setembro de 2012 às 12:29
parkinson,farmácias, infarmed, abastecimento, falha Foto: Getty Images
Partilhar

Os inspectores do Infarmed concluíram que a falta pontual do Sinemet (para a doença de Parkinson) não está relacionada com actos ilícitos, mas com um abastecimento das farmácias desadequado, uma vez que a procura aumentou.

Uma nota da autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) sobre a acção de 72 horas que começou sexta-feira e envolveu todos os inspectores deste organismo revela que "não existe ruptura de stock do referido medicamento, nem foram apurados actos ilícitos que contribuíssem para as dificuldades relatadas".

Pub

A acção apurou que "o abastecimento regular do mercado nacional está a ser efectuado com base em dados estatísticos que já não correspondem à necessidade efectiva do mercado".

"Embora a empresa responsável pela colocação no mercado do referido medicamento estivesse a cumprir o abastecimento de acordo com os dados de consumo existentes, as necessidades reais são superiores", lê-se na nota.

Esta "discrepância", prossegue o Infarmed, "pode justificar as perturbações, pontuais e localizadas, no circuito de distribuição, que têm sido reportadas (a causa para a diferença de valores será objecto de análise futura)".

Pub

O Infarmed revelou que, para "colmatar o problema", a empresa responsável pela colocação no mercado do medicamento Sinemet "comprometeu-se a desenvolver todas as diligências necessárias para acomodar as necessidades agora identificadas no menor espaço de tempo possível".

"Com esta medida correctiva espera-se ultrapassar as dificuldades que têm afectado o acesso dos doentes de Parkinson ao medicamento", lê-se no comunicado.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar