Federação Académica de Lisboa preocupada com implicações no acesso ao Ensino Superior

Posição da FAL surge depois de o ministro da Educação ter confirmado que os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior vão manter-se, pesar dos atrasos na divulgação das notas dos exames.

20 de julho de 2026 às 19:37
Ensino superior Foto: Direitos Reservados
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A Federação Académica de Lisboa (FAL) manifestou-se esta segunda-feira preocupada com as "potenciais implicações" no acesso ao Ensino Superior dos constrangimentos na classificação e divulgação das notas dos exames nacionais, pedindo garantias de equidade.

"Importa garantir que todos os estudantes dispõem efetivamente das mesmas condições, da mesma informação e da mesma confiança no processo de candidatura ao Ensino Superior", escrevem os representantes dos estudantes.

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A posição da FAL, que ainda não se tinha pronunciado sobre os exames nacionais, surge depois de o ministro da Educação ter confirmado esta segunda-feira que os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior vão manter-se, apesar dos atrasos na divulgação das notas.

Fernando Alexandre justificou que, apesar dos constrangimentos registados no processo de classificação e divulgação dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, os regulamentos em vigor asseguram a possibilidade de atualizar a candidatura na sequência da reapreciação de prova.

A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) arrancou esta segunda-feira e decorre até 06 de agosto, mas os resultados dos processos de reapreciação só serão publicados a 7 de agosto.

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Ainda assim, os alunos poderão utilizar essa classificação na primeira fase do CNAES, dispondo de três dias para alterar a candidatura.

A exceção prevista no regulamento do concurso abrange também os alunos que só reúnam condições para concorrer ao ensino superior na sequência da reapreciação do exame, e que terão igualmente três dias para apresentar a candidatura.

Reconhecendo a importância da modernização dos processos administrativos e da digitalização da avaliação externa, a FAL entende, no entanto, que a generalização do modelo de classificação eletrónica foi precipitada e manifesta "particular preocupação relativamente às potenciais implicações que estes constrangimentos possam ter no acesso ao ensino superior".

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"Uma transformação desta dimensão exige um processo de implementação particularmente cauteloso, sustentado em fases de teste robustas, validação prévia dos procedimentos e um período de adaptação que permita identificar e corrigir eventuais constrangimentos antes da sua aplicação em larga escala", argumentam.

Os estudantes defendem ainda uma "avaliação rigorosa" do processo de classificação da primeira fase dos exames nacionais para identificar e corrigir todas as dificuldades verificadas ao longo das últimas semanas.

O ministro da Educação reconheceu os problemas no processo de classificação dos exames nacionais, mas garantiu que nenhum aluno será prejudicado.

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Apesar dos atrasos na divulgação das notas, o Ministério manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, bem como os da segunda fase dos exames.

Contudo, os alunos que se sintam prejudicados poderão realizar exames numa época especial, a decorrer em setembro, podendo depois concorrer ao ensino superior na segunda fase.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas.

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