Federação de Tauromaquia contra alterações à garraiada

Evento na Queima das Fitas de Coimbra.

15 de março de 2016 às 17:16
Federação Portuguesa de Tauromaquia, Coimbra, touradas Foto: Ricardo Almeida/Correio da Manhã
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A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Protoiro) rejeitou esta terça-feira eventuais alterações à garraiada da Queima das Fitas de Coimbra, proposta pelo PAN, defendendo o que considerou "uma tradição viva" enraizada na academia e na sociedade.

"A garraiada é uma tradição viva e plenamente aceite pelos cidadãos em geral e pelos estudantes de Coimbra em particular", disse à Lusa Helder Milheiro, ativista das atividades taurinas e membro da comissão executiva da Protoiro.

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Na segunda-feira, o partido Pessoas Animais Natureza (PAN) criticou a lide de animais jovens na praça de toiros da Figueira da Foz, integrada ano após ano no cartaz da Queima das Fitas dos estudantes da Universidade de Coimbra UC), a que se juntam os colegas das demais escolas superiores da cidade.

Em comunicado, o PAN saudou o "diálogo positivo e construtivo" encetado com o Conselho de Veteranos (CV) da academia de Coimbra, o qual admitiu que o programa da garraiada possa no futuro ser alterado para salvaguardar os direitos dos animais.

Não foram ainda tomadas decisões, mas o 'dux veteranorum' João Luís de Jesus, que preside aos trabalhos do CV, disse na ocasião à Lusa que estão a ser ponderadas alterações ao programa a fim de responder "ao que a sociedade está a questionar" nas atividades tauromáquicas.

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Na sua opinião, a iniciativa tem sido contestada "por um pequeno grupo da região que não representa a realidade" do país, já que os portugueses "estão bastante ligados ao espetáculo" com gado bovino bravo.

Em abono da sua posição sobre as atividades tauromáquicas integradas nas festas académicas, a Protoiro cita dados de um estudo de opinião realizado pela empresa Eurosondagem, em 2011.

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