Fenprof diz que Governo mentiu

Sindicato alega que descongelar custa menos 600 milhões.

03 de março de 2018 às 09:37
Mário Nogueira, da Fenprof Foto: Sérgio Lemos
Mário Nogueira, da Fenprof Foto: Miguel de Almeida / Lusa
Mário Nogueira, da Fenprof Foto: José Coelho / Lusa

1/3

Partilhar

A Fenprof garantiu esta sexta-feira que o descongelamento da carreira docente vai custar 897 milhões de euros até 2023 e não os 1477 milhões anunciados pelo Governo num documento entregue aos jornalistas. A diferença são quase 600 milhões.

"O Governo mentiu para ganhar vantagem nesta discussão e, sobretudo, para tentar manipular a opinião pública contra os professores", afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acrescentando: "Está quase aqui o dinheiro necessário para recuperar o tempo congelado. Se são precisos 1100 milhões já estão aqui quase 600 milhões".

Pub

No documento, o Governo apontava uma despesa permanente de 1154 euros por ano a partir de 2023 para pagar aos docentes a recuperação dos mais de 9 anos de tempo congelado. Tal como o CM noticiou esta sexta-feira, o Executivo considera esta uma despesa "financeiramente incomportável". Sobre os 1154 milhões, a Fenprof não apresentou dados para os rebater.

Mário Nogueira garante que na reunião de quarta-feira com a secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, e da Administração pública, Fátima Fonseca, dirigentes sindicais apontaram logo os erros em alguns números.

Pub

"As duas secretárias de Estado comprometeram-se por isso a não divulgar o documento com os quadros, mas depois acharam que o que importava era manipular a opinião pública", disse. O dirigente deixou um aviso: "Deviam lembrar-se do que sucedeu com o Governo de José Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues. Quando se procura isolar os professores com mentiras, corre-lhes mal a vida".

Mário Nogueira falava após entregar no Ministério da Educação, em Lisboa, os pré-avisos para as greves por regiões, entre 13 e 16 de março. Dia 12 há uma reunião negocial decisiva.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar