Fenprof acusa Nuno Crato de ser "peso morto"

Sindicato diz que ministro da Educação é "peso morto" na municipalização das escolas.

07 de janeiro de 2015 às 16:08
Mário Nogueira, fenprof Foto: João Carlos Santos
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O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou esta quarta-feira que o ministro da Educação Nuno Crato é um "peso morto" na municipalização das escolas, mas admitiu que tal não impede as negociações com o Governo.

"Não sei se vale a pena [falar com Nuno Crato]. Nem sei se ele sabe com o que se está passar. Pareceu-nos que quem coordena este processo não tem nada a ver com o Ministério da Educação, mas com o Ministério do Desenvolvimento Regional e a secretaria de Estado da Administração Local", descreveu Mário Nogueira, em declarações à Lusa, no fim de uma reunião em Matosinhos. "Penso que, como no resto, temos um ministro e um ministério que é um peso morto", afirmou o responsável, criticando o Governo por não estar "a tentar descentralizar competências" mas a "sacudir água para o capote das câmaras".

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De acordo com Mário Nogueira, a Fenprof pretende "continuar a negociar com o Governo", mas admite que falta "saber se existe ou não capacidade democrática de ouvir as autarquias e os representantes dos docentes". O responsável espera para breve o agendamento de discussões sobre esta matéria nas comissões parlamentares e no plenário, até "para a Assembleia da República se pronunciar sobre o assunto".

Mário Nogueira sustentou que a gestão dos professores é "um entre outros aspetos" que preocupa a Fenprof, destacando a inquietação com as "matérias curriculares, em relação aos quais tem de haver uma perspetiva mais global".

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