Figueira da Foz cria plataforma 'online' para munícipes registarem danos do mau tempo
Ferramenta serve igualmente "para efeitos de comunicação de obras de reconstrução ou reparação e isenção de taxas no âmbito da ocupação do espaço público que seja necessário", acrescenta a autarquia.
A câmara da Figueira da Foz disponibilizou esta quarta-feira uma plataforma 'online' para que os munícipes afetados pelo mau tempo possam registar os danos sofridos e para a comunicação de obras de reconstrução e reparação.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, a autarquia referiu que está disponível uma "plataforma municipal destinada ao registo de danos verificados em edifícios e demais instalações privadas".
A ferramenta serve igualmente "para efeitos de comunicação de obras de reconstrução ou reparação e isenção de taxas no âmbito da ocupação do espaço público que seja necessário", acrescenta a autarquia.
O serviço está disponível numa plataforma 'online', acessível através do `site´ da câmara municipal https://www.cm-figfoz.pt/, e integra "funcionalidades de georreferenciação das ocorrências e de registo de outros dados relevantes associados aos danos reportados".
O município assinala que "foi já anunciando pelo Governo um apoio de dez mil euros para os encargos com obras e intervenções necessárias à reparação ou reconstrução de habitação própria e permanente danificada pela tempestade Kristin".
Apesar de o "procedimento concreto para pedido e atribuição ainda não se encontrar definido", assinala, a autarquia compromete-se a "acompanhar o seu estabelecimento e a prestar todo o apoio necessário aos munícipes assim que forem disponibilizadas informações oficiais sobre os passos a seguir".
A Câmara Municipal da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, deu ainda nota de que as dúvidas relativas ao processo de registo na plataforma, para comunicação de danos, podem ser esclarecidas através do 'email' gabineteatendimento.ocorrencias@cm-figfoz.pt ou do número 233 403 348.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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