Funchal assinala hoje 581 anos e quer ser "cidade de portas abertas"

Presidente da Assembleia Municipal do Funchal quer que jovens possam "estudar, trabalhar e constituir família e "ninguém seja deixado para trás".

21 de agosto de 2026 às 14:03
Funchal assinala hoje 581 anos e quer ser "cidade de portas abertas" Foto: Direitos reservados
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O presidente da Assembleia Municipal do Funchal, José Luiz Nunes, defendeu esta sexta-feira que esta deve ser "uma cidade de portas abertas" onde os jovens possam "estudar, trabalhar e constituir família e "ninguém seja deixado para trás".

"Não devemos apenas perguntar que cidade herdamos. Devemos perguntar que cidade queremos deixar. Essa é a nossa responsabilidade", declarou José Luiz Nunes na sessão solene comemorativa dos 581 anos do Funchal, concelho liderado por uma coligação PSD/CDS-PP.

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O social-democrata sublinhou que a responsabilidade é "governar melhor e aproximar as instituições das pessoas", devendo o Funchal ser "uma cidade de portas abertas".

Falando sobre os principais desafios do Funchal, enunciou a situação da habitação, a necessidade de criar oportunidades para os jovens e apoios para os mais velhos, a coesão social e a importância de encontrar resposta para os problemas das alterações climáticas, além da transformação tecnológica.

Quanto ao presidente do município, Jorge Carvalho, sustentou: "Temos a consciência de que estamos apenas no início do nosso caminho."

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O responsável realçou que, entre outros aspetos, uma das apostas do executivo tem sido o reforço do Funchal como principal polo cultural da Madeira.

Também falou de vários investimentos, como os 20 milhões de euros nas redes de abastecimento, águas residuais, pluviais e saneamento básico, para "garantir uma melhor distribuição da água, reduzindo as perdas", e o reforço dos apoios financeiros às 10 juntas de freguesia, que "podem chegar aos três milhões e meio de euros".

O autarca indicou a mobilidade como "um dos maiores desafios da cidade", referindo que decorre uma revisão integral do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável para "privilegiar a mobilidade pedonal, a circulação automóvel e a valorização do transporte público".

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Jorge Carvalho vincou, por outro lado, a importância do trabalho articulado com o Governo Regional (PSD/CDS-PP) para assegurar um Funchal "preparado e adaptado às alterações climáticas e ainda mais sustentável ambientalmente".

Os problemas da habitação foram uma tónica dos discursos dos partidos com representação na Assembleia Municipal do Funchal nas comemorações dos 581 anos da cidade.

Pelo Juntos Pelo Povo (JPP), Isabel Santos considerou que o Funchal deve crescer "sem empurrar os funchalenses para fora da própria cidade" e sublinhou que o concelho "não acaba na baixa", porque as populações das zonas altas também devem ver assegurados os seus direitos a acessos, segurança e qualidade do espaço público.

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A eleita assegurou que o JPP vai continuar a marcar a sua postura tendo "voz própria, fiscalização exigente, propostas e disponibilidade para construir soluções".

O Chega, através de Carmo Gomes, defendeu uma política para a habitação "focada na classe média e nos jovens casais", censurando que os funchalenses estejam a ser "empurrados para fora do seu concelho".

"O Funchal está a transformar-se numa cidade proibida para a sua própria gente", disse, recusando "aceitar este Funchal a duas velocidades", porque a concelho "não é dos partidos, não é dos executivos de turno, nem é dos grandes grupos económicos - é dos funchalenses".

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Por seu turno, Isabel Garcês, do PS, argumentou que "a construção em altura não é necessariamente sinónimo de habitação acessível" criticando a proposta do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, para serem viabilizados prédios de habitação com 20 andares no Funchal.

"Seria injusto e politicamente desonesto negar que o Funchal conheceu melhorias nos últimos anos. Há trabalho feito e esse trabalho deve ser reconhecido. Mas celebrar aquilo que foi alcançado não significa dizer que está tudo feito. Uma cidade verdadeiramente ambiciosa não se mede apenas pelo que já construiu, mas também por aquilo que ainda tem a coragem de querer construir", sublinhou Rosie Bayntun, da IL.

Pedro Pereira, do CDS-PP, reforçou que entre os desafios do Funchal estão a habitação e a mobilidade. Estas duas áreas, destacou, "exigem a mesma determinação que marcou os 518 anos de história do Funchal".

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