Furto em estação elevatória de água em Leiria atrasa reposição do abastecimento

É a terceira vez que aquela estação é alvo de furtos, sendo que desta vez roubaram o cobre todo.

30 de janeiro de 2026 às 18:10
Furto em estação elevatória de água em Leiria atrasa reposição do abastecimento Foto: Pedro Brutt Pacheco
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O furto de cobre e danos numa estação elevatória de água em Leiria está a atrasar a reposição do abastecimento na União de Freguesias de Colmeias e Memória, informaram os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

Segundo fonte dos SMAS, é a terceira vez que aquela estação, na Boa Vista, é alvo de furtos, sendo que, "desta vez, roubaram o cobre todo".

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"O furto vem atrasar a reposição do abastecimento de água. Tínhamos o gerador pronto para ligar e agora não dá", declarou, explicando que a situação obriga a empresa a ter de comprar agora "cabos de alumínio, para ver se não se repete".

A população afetada é de 3.750 pessoas.

Numa mensagem nas redes sociais, o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, critica o furto, classificando como "inadmissível e inaceitável".

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"Num momento em que as equipas estão no terreno, a trabalhar intensamente para repor o abastecimento de água à população, este ato vem prejudicar todos e pôr em causa um serviço essencial. Não afeta apenas o município --- afeta famílias, empresas e serviços que dependem da água no dia a dia", destacou Gonçalo Lopes.

À população, o autarca apela "para que esteja atenta e colabore, comunicando qualquer informação relevante às autoridades", sustentando que "cuidar das infraestruturas públicas é uma responsabilidade coletiva".

Fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) confirma ter tido conhecimento da ocorrência, tendo-se deslocado a local para averiguar.

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A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

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O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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