Glaciares perdem 7 metros por ano

Aquecimento global acelera degelo na região Antártida.

13 de dezembro de 2016 às 08:41
glaciares, investigadores Foto: Direitos Reservados
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Os grandes glaciares da Antártida, no polo Sul, estão a perder espessura ao ritmo de 7 metros por ano. Segundo os dados mais recentes, resultado de observação por satélite ao longo dos últimos 25 anos, o degelo nesta região está cada vez mais acentuado, o que faz aumentar o nível médio do mar em todo o Planeta em 4 milímetros por ano.

"A temperatura média global aumentou um grau face ao período pré-Revolução Industrial, em 1750. Parece pouco, mas já tem todas as implicações que se conhecem. Se aumentar mais dois graus até ao final deste século, o degelo na Gronelândia será irreversível e vai afetar a Antártida de forma a que o nível do mar aumente um metro", explicou ao CM Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas da Universidade de Lisboa.

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Em causa estão cinco glaciares na região oeste da Antártida – Pine Island, Thwaites, Pope, Smith e Kohler –, cuja fusão ‘atira’ para o oceano cerca de 150 mil milhões de toneladas de gelo por ano. A perda de altura destes glaciares – 7 metros por ano – deve-se, em parte, à temperatura do mar à superfície, que está cada vez mais quente.

Os registos dos satélites das agências espaciais europeia e norte-americana permitiram também concluir que a fusão já não afeta só a parte costeira da Antártida. Segundo o relatório feito pelo Centro de Observação e Monitorização Polar, de Inglaterra, chega a atingir zonas no interior a cerca de 15 quilómetros.

Um outro estudo publicado esta segunda-feira, na revista científica ‘Earth System Science Data’, conclui que o aumento nos últimos 10 anos das emissões de metano – gás com efeito de estufa – ameaça comprometer a luta contra o aquecimento global.

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Entre 2000 e 2006 houve uma redução, mas desde então aumentou cerca de dez vezes.

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