Governo disponível para adiantar verbas municipais para obras das Câmaras relacionadas com o mau tempo

Informação foi adiantada pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

25 de março de 2026 às 11:49
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O Governo está disponível para adiantar um duodécimo das receitas municipais para que as câmaras possam avançar com obras urgentes em infraestruturas municipais, na decorrência das tempestades deste ano, anunciou hoje o ministro da Coesão Territorial.

Numa audição na Comissão da Reforma do Estado e Poder Local, Manuel Castro Almeida salientou que, além dos prejuízos dos cidadãos durante as tempestades que atingiram o continente no final de janeiro e parte do mês de fevereiro, os próprios municípios tiveram muitos danos nos seus equipamentos e infraestruturas, o que "suscita algum problema de financiamento das autarquias".

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"Os municípios que o requererem durante o mês de abril receberão, ou ainda em abril ou em maio, um duodécimo de antecipação" daquilo que têm a receber do Fundo de Equilíbrio Financeiro e do Fundo Social Municipal, "para que possam fazer face às despesas", disse Manuel Castro Almeida, salientando que os municípios são capazes de fazer pequenas reparações, "mas muitas vezes exigem-se empreitadas com algum fundo", que exigem projetos.

Castro Almeida salientou que este adiantamento "é dinheiro municipal" e sublinhou que, atualmente, "ainda não há faturas à espera para pagar" dos municípios.

O governante destacou que os municípios estão, nesta fase, a preparar projetos e empreitadas para poderem reparar estradas que desabaram, redes de água e saneamento ou edifícios públicos que ficaram destruídos, que exigem maior financiamento.

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O ministro da Economia, que tutela também as autarquias, acrescentou que, à exceção das estradas a reparar, os municípios têm seguros para os equipamentos e edifícios, "que devem ser os principais financiadores dos danos destas calamidades".

"Brevemente trataremos de fazer novo adiantamento, ou um verdadeiro adiantamento, por conta das dotações que estão disponibilizadas às CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e depois apuraremos o que é que há a pagar em definitivo às câmaras municipais, depois de sabermos o que é que as câmaras municipais recebem do lado das companhias de seguros", afirmou.

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Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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