Governo mantém calendário do 3.º ciclo, mas dispensa docentes de classificar exames
Tutela confirma que as aulas de todos os níveis do ensino básico vão arrancar, como previsto, entre os dias 11 e 15 de setembro.
O Ministério da Educação decidiu manter o calendário letivo de todo o ensino básico, mas garante que os professores do 3.º ciclo ficarão dispensados de classificar os exames nacionais realizados durante a época especial.
As alterações ao calendário do ensino secundário foram confirmadas na quinta-feira pelo ministro da Educação, mas na altura Fernando Alexandre disse que ainda estaria a estudar uma eventual alteração do início do ano letivo 2026/2027 para os alunos do 3.º ciclo.
Numa carta enviada esta aos diretores escolares, a tutela confirma que as aulas de todos os níveis do ensino básico vão arrancar, como previsto, entre os dias 11 e 15 de setembro.
No entanto, esclarece que os professores com turmas do 3.º ciclo, habilitados também para lecionar o ensino secundário, ficarão dispensados de classificar os exames nacionais dos 11.º e 12.º anos realizados durante a época especial, no início de setembro.
"Desta forma, estes professores poderão dedicar-se integralmente ao início do ano letivo nas respetivas escolas", lê-se na carta assinada por Fernando Alexandre, divulgada enquanto o ministro está a ser ouvido pela Comissão Permanente da Assembleia da República.
No documento, o governante justifica a decisão com a necessidade de "assegurar o normal funcionamento deste nível de ensino e prevenir uma situação de sobrecarga sobre os docentes".
Independentemente da dispensa, os docentes do 3.º ciclo interessados em classificar as provas realizadas entre 03 e 08 de setembro poderão manifestar a sua disponibilidade ao Júri Nacional de Exames (JNE).
"Estou convicto de que estas medidas permitem conciliar a realização da época extraordinária de exames com um arranque do ano letivo organizado e estável, respondendo às preocupações manifestadas pelos diretores e pelas suas estruturas representativas", acrescenta a carta.
Na quinta-feira, quando anunciou o adiamento do início das aulas para o ensino secundário, o ministro da Educação explicou que o objetivo está relacionado com a "sobrecarga dos professores" classificadores por causa de um processo de correção em formato digital "que não correu bem".
No final do debate parlamentar de hoje, Fernando Alexandre esclareceu que o calendário letivo do ensino profissional não sofrerá quaisquer alterações.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas durante a 1.ª fase, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas.
Apesar desse adiamento, as pautas só foram divulgadas na noite do dia previsto e muitos alunos tiveram de esperar mais alguns dias para saber os resultados.
Também a 2.ª fase dos exames nacionais começou mais tarde, tendo decorrido entre 21 a 24 de julho, com os principais problemas resolvidos, segundo o ministro da Educação, que informou hoje que 97% das respostas já foram classificadas.
As pautas da 2.ª fase deverão ser afixadas na sexta-feira, bem como os resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação das provas realizadas na 1.ª fase.
Apesar destes atrasos, o Ministério manteve os calendários de candidatura da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, mas criou uma época especial de exames, que irá decorrer entre 03 e 08 de setembro.
A época especial está aberta a todos os alunos elegíveis para a realização de provas na 2.ª fase, incluindo aqueles que as realizaram há duas semanas, e a prova realizada em setembro será equiparada, para todos os efeitos, à 2.ª fase.
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