Governo não garante notas dos exames nacionais para esta sexta-feira
Ministro da Educação disse que faltava corrigir 0,7% das provas e pediu ajuda aos professores. Mesmo assim, o primeiro-ministro Luís Montenegro diz que “não há caos nos exames”.
A afixação esta sexta-feira nas escolas das pautas dos exames era ainda uma incógnita. O ministro da Educação garantiu que faltava apenas corrigir 0,7% das provas (cerca de 2 200 das mais de 300 mil realizadas), mas admitiu "dificuldades para conseguir que haja professores classificadores". "Estou a pedir ajuda aos professores para um esforço adicional. Há risco [de não haver notas] enquanto as provas não estiverem todas corrigidas", afirmou, revelando que faltava corrigir 578 respostas de Biologia e Geologia e 373 de Física e Química A e que com este números “a sociedade portuguesa não compreenderá um novo adiamento da afixação das pautas "estando tão perto de terminar". Ainda assim, Fernando Alexandre admitiu estar “convicto” de que as notas serão publicadas.
Adão Mendes, presidente da Associação de Professores de Biologia e Geologia, garantiu ao CM que os professores desta disciplina não estavam a recusar corrigir. Apesar de toda a confusão, o primeiro-ministro garantiu no parlamento que “não há nenhum caos nos exames”. “Há problemas no processo que estamos a apurar”, admitiu, no debate do Estado da Nação, frisando que com este modelo “nunca o rigor foi tão assegurado”. Entretanto, os diretores ficaram esta quinta-feira a saber que afinal os pais terão de fazer um requerimento para ter acesso por email aos exames já classificados através de uma plataforma. “Era mais fácil libertar para todos tendo em conta a forma como o processo correu”, disse ao CM Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.
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