Governo quer reaproveitar trabalhadores da EDP para nova fábrica de hidrogénio

Em causa estão 400 trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines.

07 de março de 2020 às 20:41
Governo quer reaproveitar trabalhadores da EDP para nova fábrica de hidrogénio Foto: Direitos Reservados
Governo quer reaproveitar trabalhadores da EDP para nova fábrica de hidrogénio Foto: Direitos Reservados
Governo quer reaproveitar trabalhadores da EDP para nova fábrica de hidrogénio Foto: Direitos Reservados

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O secretário de Estado da Energia, João Galambas, anunciou este sábado em Sines, que o governo "está disponível para trabalhar em conjunto com os trabalhadores, autarquias e EDP para diminuir ao mínimo o impacto social que vai ter o encerramento da Central Termoelétrica de Sines, o que acontecerá até ao final de 2023".

João Amaral, diretor da Central de Sines garantiu que "neste momento a EDP não definiu nenhuma data para o encerramento antecipado da central, nem nenhum dos seus quatro grupos. A central vai continuar a trabalhar até 2023 sempre que o mercado energético o justifique".

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"A EDP como fez noutras unidades que encerrou, nomeadamente em Setúbal, vai cumprir todas as obrigações e dar todo o apoio aos trabalhadores" acrescentou João Amaral.

Os cerca de 400 trabalhadores "estão muito preocupados com o seu futuro", e querem garantias de que vão ser apoiados pelo governo "ao nível da formação profissional" para poder ocupar os postos de trabalho que estão a ser criados no complexo industrial de Sines.

João Galambas, que falava durante um Fórum organizado pelos trabalhadores da Central Termoelétrica da EDP de Sines, garantiu que o Governo "vai criar todas as condições no sentido de reaproveitar, formar e preparar estes trabalhadores" para que possam ocupar postos de trabalho noutras unidades industrias.

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O secretário de estado explicou perante duas centenas de trabalhadores da central de Sines que "Portugal está a negociar com a Holanda a constituição de um consórcio para instalar uma unidade de produção de hidrogénio em Sines, que irá criar cerca de 1000 postos de trabalho".

O arranque deste projeto, que implicará "um investimento de 600 milhões de euros, deverá acontecer até ao final deste ano para começar a produzir no final de 2021".

A parte dos painéis solares irá ocupar uma área de 1000 hectares, nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém, já a unidade industrial irá ser construída junto da atual central da EDP para aproveitar algumas das mais valias, nomeadamente a ligação à rede energética nacional.

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Durante o Fórum foi assinado um Protocolo entre o Fundo Ambiental e o IEFP de 100 mil euros para a realização do "Estudo de requalificação profissional dos trabalhadores com antecipação do encerramento das centrais a carvão do Pego e de Sines".

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