Granizo lança caos em Lisboa

Quinze minutos de forte tempestade causaram inundações, anarquia no trânsito e paralisou vários locais. Mas também houve brincadeiras.

18 de janeiro de 2014 às 14:00
mau, tempo, granizo, caos, lisboa Foto: Pedro Catarino
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A forte queda de granizo que ontem ‘pintou' de branco a Grande Lisboa, tanto teve de belo como de caótico. Quinze minutos bastaram para deixar a área completamente sitiada. E cada um viveu o momento à sua maneira: os condutores tiveram atenções redobradas - que ainda assim não foram suficientes para evitar pequenos toques -, bombeiros e equipas camarárias não tiveram mãos a medir com tanto trabalho, muitos foram atraídos pela curiosidade e aproveitaram para tirar fotografias, enquanto as crianças deliciaram-se com ‘guerras' de bolas de granizo.

Nem os mais velhos se lembram de cenário semelhante nos últimos anos. Foi pelas 08h30 que o céu, que deveria estar a clarear, voltou a ficar negro, ‘rasgado' por constantes relâmpagos seguidos de trovoada. Uma mistura que, aliada ao frio, fez abater sobre Lisboa uma ruidosa queda de granizo, que entupiu esgotos e lançou o caos.

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Em Odiáxere, no Algarve, o granizo também fez a sua aparição, enquanto a ‘vizinha' Praia da Luz, em Lagos, registou uma tromba de água. De norte a sul do País, o mau tempo não deu tréguas a ninguém. Na serra da Estrela foi inevitável a queda de neve, tal como em Cinfães, na serra de Montemuro. Inundações, estradas cortadas, passeios ocupados por vários centímetros de granizo, num dia em que vigorava o alerta amarelo (termina hoje às 20h00) emitido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil. Segundo este organismo, entre as 20h00 de anteontem e as 18h30 de ontem, houve registo de 407 ocorrências, 305 das quais no distrito de Lisboa. Só os Sapadores de Lisboa, entre a meia noite e as 18h00, foram chamados a 115 inundações.

Para hoje o cenário é semelhante. Está prevista chuva, vento forte e trovoada. "Os últimos dias têm sido caracterizados pela passagem alternada de frentes. Ainda temos mais uma, que deverá passar entre os dias 21 e 22. Não nos parece tão intensa em termos de fenómenos extremos", referiu ao CM, Cristina Simões, meteorologista.

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