Greve ameaça fechar escolas
Trabalhadores das cantinas vão parar.
Os trabalhadores das cantinas de escolas, hospitais e outros serviços do Estado concessionados estão hoje em greve para exigir melhores salários. Filinto Lima, da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), acredita que a adesão será reduzida.
"Devem fechar poucas escolas, porque a greve não foi muito divulgada, além de que é mais um dia sem ordenado", afirmou ao CM o responsável, defendendo que existem alternativas: "Depende de cada caso, mas os alunos podem ir almoçar a casa, os bufetes terem serviço acrescido ou a escola fechar só da parte da tarde. Só em casos muito excecionais não abrirão." Filinto Lima admite que possa haver mais problemas em escolas de 1º Ciclo.
A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares, que aponta o dedo à Eurest, associação patronal que reúne os concessionários.
"Nas negociações, não querem melhorar as condições de vida destes mais de 50 mil trabalhadores, que recebem, a maioria, o salário mínimo", disse António Brandão, do sindicato.
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