Gripe das aves obriga a 230 mil abates em Portugal

Primeiro caso foi detetado em novembro do ano passado, numa capoeira em Palmela.

02 de março de 2022 às 09:01
Foram detetados vários focos de gripe da aves em explorações de galinhas. Vírus também atingiu patos, gansos, perus, gaivotas, faisões e uma cegonha Foto: EPA
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Agripe aviária já obrigou ao abate de milhares de aves, após terem sido infetadas pelo vírus. São cerca de 230 mil, entre galinhas, perus, patos, gansos, gaivotas e faisões e cegonhas, diz a a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Os casos foram detetados em várias localidades nas zonas do Centro e Sul do País, em 17 focos de infeção.

O primeiro caso foi descoberto em novembro de 2021, numa capoeira doméstica no concelho de Palmela, em Setúbal, mas entretanto já houve outros registos nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Beja e Faro. A DGAV já alertou para o "elevado risco" de disseminação da gripe das aves, após ter sido confirmado um caso numa cegonha-branca em Silves. "Este foco evidencia o elevado risco de disseminação da gripe aviária de alta patogenicidade no País. Tendo em conta que se trata de um animal selvagem, não foram definidas zonas de restrição", diz a DGAV.

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Dos 17 focos de infeção detetados, cinco são de aves selvagens e 12 são de aves domésticas, não só em explorações comerciais de perus, galinhas e patos, mas também numa coleção privada de aves e capoeiras cosméticas.

Perante estes casos, as medidas de controlo estão a ser implementadas e incluem a inspeção dos locais onde foi detetada a doença, abate dos animais infetados, bem como a notificação das explorações com aves nas zonas de proteção num raio de três quilómetros em redor do foco e de vigilância num raio de 10 quilómetros em redor do foco.

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PORMENORES

Último foco

O foco mais recente de gripe aviária foi detetado esta segunda-feira numa exploração de detenção caseira, na freguesia de Odivelas, concelho de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja.

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Indemnizações

Segundo o Ministério da Agricultura, ainda não foi recebido qualquer pedido de indemnização por parte dos produtores afetados ao abrigo de um despacho assinado em fevereiro para este efeito.

Boas práticas

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A DGAV apelou a todos os detentores de aves para que cumpram as medidas de biossegurança e boas práticas de produção avícola, reforçando os procedimentos de higiene.

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