Homem dado como morto desde 1999 coloca ação em tribunal para revogar falsa morte
Mário luta há anos para provar que, afinal, está vivo, e quer recuperar o seu património.
Mário Castro está dado como morto em Portugal há duas décadas. A história do homem, de 63 anos, começou em 1987, quando a mulher, com quem ainda é casado, o deixou na Venezuela e foi viver para Gaia com as duas filhas.
Foi nessa altura que terá sido comunicada ao tribunal a morte presumida do trabalhador da construção civil. A Justiça acabou por dar Mário como morto em setembro de 1999.
O homem, que vive num lar em S. Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, colocou uma ação em tribunal para revogar a falsa morte.
Foi ordenado que fizesse um teste de ADN assim como as suas filhas, mas estas nunca comparecem para realizar o exame. Só assim se poderia provar que, afinal, não morreu.
O tribunal anulou, em 2015, a decisão de morte presumida. A mulher recorreu para a Relação do Porto, que disse agora que a prova produzida não foi suficiente para provar que Mário Castro está vivo. O processo voltou à estaca zero e o ‘morto-vivo’ terá de fazer nova prova da identidade.
O caso só foi descoberto por Mário quando passou uma procuração a um amigo, que veio de férias da Venezuela a Portugal. "Disse-me que eu estava morto e que já não tinha nada. Estava tudo com as minhas filhas e a minha mulher", disse ao CM.
Em causa está um património de cerca de 100 mil euros.
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