Homenagem às quase 400 vítimas de violência doméstica

Várias mulheres colocaram flores junto à maternidade Alfredo da Costa para relembrar as quase 400 vítimas.

01 de novembro de 2014 às 18:31
homenagem, violência, doméstica Foto: Filipa Couto
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Algumas dezenas de mulheres colocaram este sábado flores junto de uma placa perto da maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, e deixaram num pano preto nomes de outras mulheres vitimadas por violência doméstica, 398 em dez anos.

Provenientes de várias organizações, lembraram assim a memória das 32 mulheres que morreram só este ano, e para que essa memória não seja em vão, como explicou à Lusa Elisabete Brasil, da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

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Junto de uma placa, colocada perto da maternidade Alfredo da Costa em 2012 pela UMAR e pela Câmara de Lisboa, de homenagem a vítimas de violência doméstica no concelho, a homenagem deste sábado estendeu-se a todas as mulheres que morreram na última década.

E não sendo os números da UMAR, mas de estatísticas europeias, disse a responsável que a violência doméstica mata mais mulheres do que os acidentes de viação, as guerras e o cancro em conjunto.

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"Estas mulheres não podem ter morrido em vão, têm de nos dar força para nós exigirmos uma mudança", disse Margarida Medina Martins, da Associação de Mulheres Contra a Violência. A violência do género, acrescentou à Lusa Maria José Bravo da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, é transversal na sociedade, não de um determinado setor.

Por hoje, o momento foi de simbolismo e de consciencialização, com flores amarelas, brancas, lilases e cor-de-rosa, e cartões, centenas deles, um por cada mulher que morreu desde há dez anos. E foi dia de deixar testemunhos e mensagens de esperança. Tudo ao lado de uma placa que desde há dois anos evoca a memória de Ana Isabel Oliveira, Júlia Santos e Adriana Januário "e de todas as mulheres que morreram em Lisboa vítimas de violência doméstica".

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