Hospital de Ponta Delgada trata AVC com tecnologia de inteligência artificial

Introdução deste sistema ao serviço da Unidade de AVC e do Serviço de Imagiologia permite que os exames de tomografia computadorizada sejam processados de forma automatizada.

26 de junho de 2026 às 17:45
Hospital de Ponta Delgada Foto: Direitos Reservados
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O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, nos Açores, está a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para "acelerar o diagnóstico e o tratamento" do acidente vascular cerebral (AVC), foi esta sexta-feira divulgado.

Segundo uma nota de imprensa da instituição, o HDES, na ilha de São Miguel, deu um "passo decisivo" na modernização dos cuidados de saúde na região, com a introdução da plataforma Brainomix 360.

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"Esta tecnologia de IA de última geração foi especificamente concebida para revolucionar o tratamento do AVC, otimizando o diagnóstico e a rapidez de intervenção, fatores críticos num cenário onde 'tempo é cérebro'", indicou.

A introdução deste sistema ao serviço da Unidade de AVC e do Serviço de Imagiologia permite que os exames de tomografia computadorizada (TC) sejam processados de forma automatizada.

"Em poucos segundos, a IA identifica sinais precoces de isquemia e grandes oclusões vasculares que poderiam ser de difícil deteção inicial, garantindo uma precisão diagnóstica ao nível dos melhores centros neurovasculares do mundo", explicou o HDES.

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Para Raquel Senra, responsável pela Unidade Cérebro Vascular do hospital, esta inovação é "vital, uma vez que o AVC é uma emergência médica que poderá levar a um elevado grau de incapacidade e mesmo ao óbito".

"Como 'tempo é cérebro', é fundamental que façamos o diagnóstico o mais precocemente possível e, desta forma, administrar o melhor tratamento o mais rapidamente. A inteligência artificial irá possibilitar que, de forma quase imediata, possamos identificar sinais precoces de isquemia cerebral e de oclusão de vaso intracraniano e desta forma possibilitar a sua rápida abordagem", relatou, citada na nota.

Como atualmente a Região Autónoma dos Açores não realiza trombectomia mecânica, sendo os doentes enviados maioritariamente para a ilha da Madeira, Raquel Senra sublinhou que, com utilização da IA, a partilha das imagens "acontecerá praticamente em tempo real, o que vem agilizar o processo" da denominada evacuação médica".

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"A grande inovação reside também na mobilidade e na partilha de informação em tempo real, uma vez que, através de uma aplicação móvel segura, os médicos especialistas podem visualizar as imagens processadas e comunicar instantaneamente, independentemente da sua localização", indicou.

Desta forma, ficam facilitadas as "decisões imediatas sobre tratamentos cruciais como a trombólise ou a transferência para trombectomia".

O HDES já possui, desde julho de 2025, o sistema Gleamer Copilot, para radiografias de urgência, através dos módulos BoneView (especializado na deteção de fraturas, efusões articulares e luxações) e ChestView (focado na deteção de patologias críticas como pneumotórax, nódulos pulmonares, derrames pleurais e opacidades alveolares).

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Ao automatizar a análise de TC e permitir a partilha de dados em tempo real, o estabelecimento garante uma cobertura tecnológica abrangente, "assegurando aos açorianos cuidados de vanguarda no combate a uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em Portugal".

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