Hospital de Portalegre ativa Plano de Emergência por danos nos acessos
Autarca explicou que, por volta das 08h00, a Proteção Civil e os serviços municipais estavam a desenvolver operações de limpeza e a desobstruir vias na zona do Rossio.
O Plano de Emergência do hospital de Portalegre foi acionado esta quinta-feira, na sequência da tempestade Leonardo, que provocou vários danos em acessos àquela unidade, disse à agência Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
De acordo com o porta-voz da ULS, Ilídio Pinto Cardoso, o plano foi ativado porque "alguns dos acessos ao hospital estão interditados e porque podem ainda ocorrer várias situações" provocadas pelo mau tempo.
"Não há danos no hospital, nem qualquer ferido" causado pelo mau tempo, afiançou o mesmo responsável.
Segundo Ilídio Pinto Cardoso, "apenas pelo lado do Serviço de Urgência" é possível aceder ao Hospital Dr. José Maria Grande, ou seja, através da Avenida Pio XII, "mas com alguns constrangimentos".
Dezenas de automóveis sofreram esta quinta-feira danos e outros foram arrastados em Portalegre pela força da água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede, na sequência da tempestade Leonardo, disse à agência Lusa a presidente do município.
De acordo com Fermelinda Carvalho, está "espalhado o caos" numa determinada zona da cidade, nomeadamente entre as avenidas de Santo António (lateral ao hospital) e Liberdade e na zona do Rossio, onde se registaram inundações e ficou acumulada "muita lama".
"Vieram da serra (água, lama e pedras), arrastaram carros, isto é o caos", alertou.
A autarca explicou que, por volta das 08h00, a Proteção Civil e os serviços municipais estavam a desenvolver operações de limpeza e a desobstruir vias na zona do Rossio.
"Nós temos os meios, estão mais meios a chegar para atacar esta situação, estamos a mobilizar tratores de agricultores, máquinas de empresários para limpar tudo rápido", acrescentou.
Também contactada pela Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alto Alentejo especificou que as zonas mais atingidas da cidade de Portalegre são a Avenida de Santo António e também a entrada principal do hospital.
"A ribeira que passa por trás do hospital galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", disse a fonte.
A água da ribeira arrastou imensos veículos, cujo número a fonte do comando não soube para já precisar, assim como "detritos e pedras", o que afetou a entrada principal do hospital, que "ficou inoperacional", disse.
Pelo distrito, "há quedas de árvores, inundações em vários concelhos e estradas cortadas", mas a principal ocorrência é a de Portalegre, acrescentou o comando sub-regional.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das tempestades Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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