IHRU prometeu obras e deixou famílias à espera durante dois anos

"O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana prometeu arranjar-nos as casas e agora dizem que já não arranjam", acusa Beatriz Tudo, proprietária de um apartamento no bairro Alameda das Palmeiras, em Setúbal.

09 de outubro de 2026 às 13:44
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana prometeu obras, mas estas nunca avançaram Foto: Direitos Reservados
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana prometeu obras, mas estas nunca avançaram Foto: Direitos Reservados
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana prometeu obras, mas estas nunca avançaram Foto: Direitos Reservados

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"O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana prometeu arranjar-nos as casas e agora dizem que já não arranjam", acusa Beatriz Tudo, proprietária de um apartamento no bairro Alameda das Palmeiras, em Setúbal. Segundo ela, há cerca de três anos, numa reunião com o IHRU foi-lhes transmitido que os moradores iriam beneficiar de obras de remodelação nas casas, independentemente de serem inquilinos ou proprietários, desde que cumprissem as condições exigidas. A mulher avançou com o processo: reuniu documentos, suportou despesas com notários e conservatórias e cumpriu, garante, todas as exigências que lhe foram apresentadas.

Durante cerca de dois anos, ficou à espera mas agora recebeu outra informação. “Disseram-nos que já não havia verbas para fazer todas as remodelações”, relata. "Confiámos no IHRU e agora somos vários proprietários a ser afetados. Tive despesas do meu próprio bolso, fiz tudo aquilo que me foi pedido, na expectativa de que as obras fossem realizadas", diz, revoltada. "A única limitação que teríamos seria não podermos vender a casa durante 15 anos. Isso disseram-nos na altura mas fomos apanhados de surpresa ao fim de dois anos de espera", acrescenta.

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A intervenção prevista passava por uma remodelação completa da cozinha e da casa de banho. Beatriz chegou mesmo a preparar a casa para as obras e encaixotou os pertences.

A situação assume uma dimensão ainda mais difícil para a proprietária devido à doença de que sofre. Beatriz afirma que as limitações provocadas pela esclerose múltipla tornam a situação particularmente desgastante e que toda esta indefinição tem afetado a sua vida.

O Correio da Manhã questionou o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana sobre a situação mas não obtivemos resposta.

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