Imagem polémica do exame de Português foi escolhida em "fase avançada" da elaboração da prova e comprometeu rigor
Inspeção-Geral da Educação e Ciência afasta hipótese de que tenha havido uma intenção de replicar o conteúdo.
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) considera que a utilização de uma imagem de um livro de exercícios de preparação no exame nacional de Português comprometeu "o rigor exigido a um processo desta natureza".
No comunicado divulgado esta sexta-feira pelo Ministério da Educação Ciência e Inovação, é explicado que, de acordo com o relatório da IGEC, a imagem "foi selecionada numa fase já adiantada da conceção do exame" porque a imagem que tinha sido inicialmente escolhida não era acessível a alunos com daltonismo. Por este motivo, "a equipa de autores não realizou uma nova pesquisa no mercado editorial, dado que essa validação ocorrera anteriormente" para a primeira imagem. Esta foi a "principal fragilidade procedimental" identificada pela IGEC.
A IGEC afasta, no entanto, a hipótese de que tenha havido uma intenção de replicar o conteúdo do caderno de exercícios na prova.
Feita a auditoria ao caso, a IGEC recomenda um reforço dos procedimentos de verificação os conteúdos já utilizados em cadernos de exercícios e outras publicações de editoras e a criação de uma base de dados em que fiquem reunidos os materiais já disponibilizados no mercado editorial.
Recorde-se que ministro da Educação, Ciência e Inovação determinou, à Inspeção Geral da Educação e Ciência, uma auditoria aos procedimentos internos do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).
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