Implantes Mamários: Comissão Europeia exige investigação profunda ao caso PIP
A Comissão Europeia exigiu esta quinta-feira uma investigação aprofundada sobre o potencial impacto na saúde dos implantes mamários adulterados, fabricados pela empresa francesa PIP, que foram colocados em milhares de mulheres na Europa.
A posição de Bruxelas surge na sequência de um relatório de um comité científico para a segurança na saúde sobre os implantes fabricados com silicone industrial.
O relatório em causa, pedido pelo executivo comunitário em Janeiro, expressa "alguma preocupação com a possibilidade de a ruptura dos implantes de silicone PIP provocarem uma inflamação". Os dados disponíveis são "insuficientes para que se possam tirar conclusões consistentes sobre os riscos para a saúde das mulheres", salienta o texto.
Os peritos do comité científico realçam que "cada caso deve ser analisado individualmente", pelo que aconselham as mulheres que receberam implantes PIP a contactar o seu cirurgião.
Com base no relatório, Bruxelas decidiu pedir ao comité científico que analise os dados já investigados pelos Estados-membros. A Comissão Europeia quer ainda abrir num debate com os 27 sobre o reforço imediato da vigilância dos dispositivos médicos, no âmbito da legislação em vigor.
Poderão ser adoptadas medidas como a realização de inspecções surpresa e de testes adicionais a amostras de produtos já existentes no mercado.
O caso dos implantes defeituosos surgiu quando se verificou um número anormalmente elevado de rompimentos de produtos de marca PIP e levou à sua retirada do mercado em 2010.
A Comissão Europeia estima que, com base na informação disponível, cerca de 400.000 implantes PIP foram vendidos em todo o mundo.
Reino Unido, França, Espanha e Alemanha foram os Estados-membros onde os PIP foram mais utilizados, envolvendo, respectivamente, cerca de 40.000, 30.000, 10.000 e 7.500 mulheres.
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