Incerteza nas notas mexe com 2.ª fase do concurso ao ensino superior

Época especial foi anunciada pelo ministro. Cerca de 290 mil alunos fizeram os exames nacionais do secundário

21 de julho de 2026 às 01:30
Fernando Alexandre deu explicações sobre os exames em conferência de imprensa Foto: ANTÓNIO COTRIM / LUSA_EPA
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A novidade chegou ao final da manhã desta segunda-feira: os alunos que "não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais" terão outra janela de oportunidade. Será uma "época especial" a realizar no início de setembro, como anunciou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, em conferência de imprensa. Os moldes ainda não são conhecidos, mas é já certo que vai mexer com a segunda fase do concurso ao ensino superior. As datas, no entanto, terão de ser consensualizadas com o Conselho de Reitores das Universidades.

Falando dias após a polémica com o afixar das notas, e na véspera do arranque da 2.ª fase dos exames do ensino secundário, Fernando Alexandre veio a público explicar o que correu mal no processo. Segundo o governante, houve, entre outros lapsos, um "erro na exportação dos resultados enviados às escolas na sexta-feira. Isso originou as pautas "com erros que originavam classificações em suspenso ou incorretas". A juntar a isto há ainda "desconformidades nas digitalizações" que foram detetadas pelos alunos quando acederam às provas e foi também encontrado um erro na matriz da classificação de um item no exame de Física e Química (11.º ano). Mas, segundo o ministro, foi "analisado, confirmado e corrigido de forma sistemática". Terá afetado 12 603 alunos, dos quais 11 496 viram a nota subir. 

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Apesar da polémica que o novo método de correção gerou, com atrasos, erros na plataforma e dificuldades em cumprir o calendário estipulado, o ministro da Educação voltou a defender a opção. É, nas suas palavras, "um avanço no sistema educativo", que traz "equidade, qualidade, rigor e transparência" ao processo. E, como sente que "cumpriu a missão", recusa demitir-se.

"Lamentando e pedindo desculpa" pelos contratempos ao longo do processo, Fernando Alexandre abordou ainda a alegada falta de professores classificadores durante a primeira fase, em que cerca de 166 mil alunos fizeram exames. Segundo o governante, o que se passou foi um "erro de gestão" do modelo existente, que irá mudar "um pouco" na segunda fase (iniciada esta terça-feira, terminará na sexta). Os classificadores "não eram chamados, mas estavam disponíveis", disse, explicando que isso causou "centenas de provas paradas".

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