Incerteza nas notas mexe com 2.ª fase do concurso ao ensino superior
Época especial foi anunciada pelo ministro. Cerca de 290 mil alunos fizeram os exames nacionais do secundário
A novidade chegou ao final da manhã desta segunda-feira: os alunos que "não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais" terão outra janela de oportunidade. Será uma "época especial" a realizar no início de setembro, como anunciou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, em conferência de imprensa. Os moldes ainda não são conhecidos, mas é já certo que vai mexer com a segunda fase do concurso ao ensino superior. As datas, no entanto, terão de ser consensualizadas com o Conselho de Reitores das Universidades.
Falando dias após a polémica com o afixar das notas, e na véspera do arranque da 2.ª fase dos exames do ensino secundário, Fernando Alexandre veio a público explicar o que correu mal no processo. Segundo o governante, houve, entre outros lapsos, um "erro na exportação dos resultados enviados às escolas na sexta-feira. Isso originou as pautas "com erros que originavam classificações em suspenso ou incorretas". A juntar a isto há ainda "desconformidades nas digitalizações" que foram detetadas pelos alunos quando acederam às provas e foi também encontrado um erro na matriz da classificação de um item no exame de Física e Química (11.º ano). Mas, segundo o ministro, foi "analisado, confirmado e corrigido de forma sistemática". Terá afetado 12 603 alunos, dos quais 11 496 viram a nota subir.
Apesar da polémica que o novo método de correção gerou, com atrasos, erros na plataforma e dificuldades em cumprir o calendário estipulado, o ministro da Educação voltou a defender a opção. É, nas suas palavras, "um avanço no sistema educativo", que traz "equidade, qualidade, rigor e transparência" ao processo. E, como sente que "cumpriu a missão", recusa demitir-se.
"Lamentando e pedindo desculpa" pelos contratempos ao longo do processo, Fernando Alexandre abordou ainda a alegada falta de professores classificadores durante a primeira fase, em que cerca de 166 mil alunos fizeram exames. Segundo o governante, o que se passou foi um "erro de gestão" do modelo existente, que irá mudar "um pouco" na segunda fase (iniciada esta terça-feira, terminará na sexta). Os classificadores "não eram chamados, mas estavam disponíveis", disse, explicando que isso causou "centenas de provas paradas".
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