Indisponibilidade dos médicos tarefeiros deixa Urgência de Braga em risco

Profissionais sem vínculo exigem atualização do valor pago. Estão há um ano a aguardar resposta da Administração do Hospital de Braga. Unidade de saúde mantém Urgência aberta e "sem restrições".

17 de julho de 2026 às 12:21
Médicos tarefeiros do Hospital de Braga acusam Administração de os ignorar
Esta sexta-feira de manhã a Urgência estava a funcionar apenas com dois clínicos

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Esta sexta-feira de manhã, o serviço de Urgência Geral do Hospital de Braga está a funcionar com apenas dois médicos. Um valor bastante abaixo dos oito clínicos habitualmente disponíveis no serviço. E a situação pode piorar durante o fim-de-semana, devido à indisponibilidade manifestada pelos médicos tarefeiros, até à próxima segunda-feira. Os clínicos sem vínculo, contratados e pagos à hora, exigem à Administração do Hospital de Braga, um dos maiores da região Norte, a revisão dos valores pagos por hora, mas estão há um ano sem qualquer resposta. O atendimento nas Urgências pode estar em risco.

Apesar da indisponibilidade dos médicos tarefeiros, o Hospital de Braga decidiu manter o Serviço de Urgência aberto e "sem restrições", como se pode ler no site oficial do Serviço Nacional de Saúde. Fonte oficial do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga garantiu ao Correio da Manhã que o Hospital vai "manter os serviços de urgência abertos", assegurando que estão a ser "reorganizadas as equipas para suprir as lacunas" pela falta dos prestadores de serviços.

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Ao que o CM apurou, o serviço de Urgência vai funcionar sem equipa de cirurgia, durante grande parte do fim-de-semana. apenas um cirurgião vai estar de serviço no domingo. Os médicos tarefeiros ouvidos pelo CM referem que a situação no maior Hospital do Minho pode "tornar-se caótica". "Há um fluxo diário de perto de 250 urgências, em Braga, e o serviço é quase todo assegurado por prestadores de serviço. As escalas estavam quase todas por preencher até segunda-feira, o que deixa antever tempos de espera muito acima da média", refere o médico ouvido pelo CM.

Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos atira as culpas ao Ministério de Ana Paula Martins, mas não iliba de responsabilidades o Conselho de Administração da ULS de Braga, a quem acusa de não estar aberto ao diálogo. "Há um ano que estes profissionais vivem um clima de insegurança e incertezas e o Hospital, que os devia integrar, lava as mãos, e ignora completamente estes profissionais", atira a presidente da FNAM.

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