Infarmed autorizou 928 novos fármacos incluindo genéricos, essenciais e nacionais em 2025

79% correspondem a medicamentos genéricos.

30 de janeiro de 2026 às 11:21
Medicamentos Foto: Getty Images
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O Infarmed aprovou, em 2025, 928 novos fármacos, incluindo 79% genéricos, 38 essenciais e 236 nacionais, sendo o sistema nervoso central a área com maior representatividade, segundo dados da autoridade nacional do medicamento.

"Em 2025, o Infarmed autorizou a introdução no mercado de 928 novos medicamentos, num ano marcado por um forte contributo dos medicamentos genéricos e pela relevância da indústria farmacêutica nacional no acesso a terapêuticas seguras, eficazes e de qualidade", refere a autoridade num comunicado publicado no 'site'.

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A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) adianta que, do total de medicamentos autorizados, 79% correspondem a medicamentos genéricos, "confirmando a importância deste segmento na promoção da concorrência e na sustentabilidade do sistema de saúde".

Destaca ainda a autorização de 236 medicamentos de indústria nacional, bem como de 38 medicamentos considerados essenciais, ou seja, fármacos indispensáveis às necessidades prioritárias de saúde da população e para os quais deve ser assegurado um abastecimento contínuo e regular no sistema de saúde.

O Infarmed sublinha que a análise dos medicamentos nacionais aprovados em 2025, por procedimento nacional e por procedimentos descentralizados e de reconhecimento mútuo, evidencia uma maior representatividade em áreas terapêuticas prioritárias.

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O sistema nervoso central assume particular destaque, concentrando 22,5% do total de medicamentos autorizados por procedimento nacional, seguido do aparelho cardiovascular (17,8%) e dos medicamentos relacionados com o sangue (15,3%).

"Os medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores representam 12,7%, refletindo a aposta contínua em terapêuticas para doenças oncológicas e autoimunes", salienta.

Outras áreas relevantes incluem as hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas (10,3%), os anti-infecciosos (7,0%) e os medicamentos do aparelho digestivo (3,0%). As restantes áreas terapêuticas apresentam uma distribuição mais residual.

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O Infarmed salienta que, em 2025, foi igualmente autorizada a introdução no mercado de vários primeiros medicamentos genéricos, alargando as opções terapêuticas disponíveis e contribuindo para a redução de custos para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Entre os primeiros medicamentos genéricos autorizados em 2025 incluem-se o tafamidis, no âmbito do sistema nervoso central, o mirabegrom, para o aparelho geniturinário, a adenosina, na área do aparelho cardiovascular, o paracetamol + cafeína, na área dos analgésicos e antipiréticos do sistema nervoso central, e a mitomicina, integrada nos medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores.

Foram ainda autorizados como primeiros genéricos a associação empagliflozina + metformina e a empagliflozina, no grupo dos antidiabéticos orais, o dienogest + valerato de estradiol, na área dos anticoncecionais, o lauromacrogol 400, solução injetável, como venotrópico, o edoxabano, no grupo dos anticoagulantes e antitrombóticos, bem como a atorvastatina e a associação rosuvastatina + ezetimiba, ambos no grupo dos antidislipidémicos. 

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