Inundação em Alcácer do Sal com zona mais vasta e mesas e cadeiras 'navegam' no rio
Rio Sado galgou a margem e inundou o Largo Luís de Camões, afetando lojas, restaurantes, cafés e salões de beleza aí localizados.
A inundação da zona ribeirinha de Alcácer do Sal abrande uma área mais vasta esta quarta-feira à tarde, com a marginal e mais ruas da cidade, agravando ainda mais a situação e prejudicando o comércio.
O Rio Sado galgou a margem e inundou o Largo Luís de Camões, afetando lojas, restaurantes, cafés e salões de beleza aí localizados.
João Almeida, sócio-gerente de uma empresa de contabilidade, disse à agência Lusa que "a situação está a agravar-se" e que "ninguém sabe o que vais acontecer exatamente".
"A maré continua a subir e já não falta muito tempo para atingir o seu pico", afirmou o proprietário do escritório de contabilidade, recordando que, quando era miúdo, também assistiu a inundações nesta zona da cidade alentejana.
A água, que nunca tinha afetado o seu negócio, 'trocou-lhe' hoje 'as voltas', mas João Almeida conseguiu chegar a tempo salvar os papéis e todo o material de escritório, arrumando-os em cima em locais elevados.
Um outro proprietário, que tem uma gelataria na zona ribeirinha, relatou à Lusa que a situação "está muito grave".
"Já tenho água dentro do estabelecimento", contou André Perdigão.
No local, esta tarde, a Lusa constatou que a água do Rio Sado continua a subir muito rapidamente e já chega à rotunda de acesso à ponte rodoviária metálica.
A 'navegarem' rio fora, a Lusa observou mesas, arcas, cadeiras e outros objetos, que antes estavam em terra.
As autoridades, que se encontravam num posto móvel operacional instalado na rotunda ao pé da Avenida dos Aviadores, retiraram entretanto esse e outros veículos, colocando-se numa zona próxima mas mais alta na cidade.
Todos os distritos de Portugal continental estão hoje e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o IPMA.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.
Portugal enfrenta hoje a chegada de uma nova tempestade, ainda com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram 10 mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade.
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